sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A RIFA DO BURRO




Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse: - Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu. - Então devolva-nos o dinheiro! - Não posso, já gastei todo.- Então, de qualquer forma, queremos o burro. - E para que o querem? O que vão fazer com ele? - Nós vamos rifá-lo. - Estão loucos? Como vão rifar um burro morto? - Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto. Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e lhes perguntou: - E então, o que aconteceu com o burro? - Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais. - E ninguém se queixou? - Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido. Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Opportunity, um outro Banco chamado Marka, uma igreja chamada Universal e o último tornou-se Ministro do Supremo Tribunal Federal.
O quinto irmão, o mais velho, que vivia no Maranhão e não estava na rifa, soube da história e também resolveu ganhar dinheiro. Dedicou-se a política, chegou a presidência da república e hoje é o presidente do Senado e, até hoje, enrola a população tratando o povo como ganhadores do burro morto. Caso todos reclamem, pode até entregar o cargo, mas nunca devolverá o todo que lesou do povo.
PAULO F. MOREIRA

A RIFA DO BURRO




Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse: - Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu. - Então devolva-nos o dinheiro! - Não posso, já gastei todo.- Então, de qualquer forma, queremos o burro. - E para que o querem? O que vão fazer com ele? - Nós vamos rifá-lo. - Estão loucos? Como vão rifar um burro morto? - Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto. Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e lhes perguntou: - E então, o que aconteceu com o burro? - Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais. - E ninguém se queixou? - Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido. Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Opportunity, um outro Banco chamado Marka, uma igreja chamada Universal e o último tornou-se Ministro do Supremo Tribunal Federal.
O quinto irmão, o mais velho, que vivia no Maranhão e não estava na rifa, soube da história e também resolveu ganhar dinheiro. Dedicou-se a política, chegou a presidência da república e hoje é o presidente do Senado e, até hoje, enrola a população tratando o povo como ganhadores do burro morto. Caso todos reclamem, pode até entregar o cargo, mas nunca devolverá o todo que lesou do povo.
PAULO F. MOREIRA

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O CAVALO E A PRINCESA




Passava por uma esquina escura quando a viu encostada no muro, bolsa a tiracolo, sainha curta, bota de salto alto, não teve dúvida: _quanto é o pograma?
_ Ih! Sai fora negrinho isso aqui não é pra tu não, teu cacife é lá pras tia da Visconde, as veinha que gosta de estivador.
_ Sô da estiva sim, ganho meu sustento empilhando tijolo, mas não fico aí arreganhando meus buraco pra qualqué um e saio pensando que sou a rainha do Egito.
_ Meus buraco só abro pra quem eu quero seu pedrerinho de bosta, vai te catar seu@#$%&*”!#...
Ao ver que acabaram-se os argumentos, ele fez estalar com a palma da mão aberta um tapa no rosto da morena. Ela rodopia e cai sentada. Com os olhos mareados olha para ele e fala:
_ Cavalo!
_ Princesa!
Se abraçam e entram no hotelzinho.

O CAVALO E A PRINCESA




Passava por uma esquina escura quando a viu encostada no muro, bolsa a tiracolo, sainha curta, bota de salto alto, não teve dúvida: _quanto é o pograma?
_ Ih! Sai fora negrinho isso aqui não é pra tu não, teu cacife é lá pras tia da Visconde, as veinha que gosta de estivador.
_ Sô da estiva sim, ganho meu sustento empilhando tijolo, mas não fico aí arreganhando meus buraco pra qualqué um e saio pensando que sou a rainha do Egito.
_ Meus buraco só abro pra quem eu quero seu pedrerinho de bosta, vai te catar seu@#$%&*”!#...
Ao ver que acabaram-se os argumentos, ele fez estalar com a palma da mão aberta um tapa no rosto da morena. Ela rodopia e cai sentada. Com os olhos mareados olha para ele e fala:
_ Cavalo!
_ Princesa!
Se abraçam e entram no hotelzinho.

Preparativos para o Pod Cast #03

Já estamos trabalhando para a gravação do proximo Pod Cast, com o tema IMPRENSA EM ARAUCARIA. Já temos presenças confirmadas de:
  • Carlos do Vale (Jornal O Popular do Paraná);
  • Caio Junior (Tv Araucária);
E vamos pleitear a presença de:
  • Tião Calado (Folha de Araucária);
  • Genildo (Jornal O Marco Zero).
A gravação está prevista para o dia 12/09, fim-de-semana pós feriados, mas está sujeita a alterações de acordo com disponibilidade do estudio e convidados.

Mais informações em breve.

por:
Hidersox

Preparativos para o Pod Cast #03

Já estamos trabalhando para a gravação do proximo Pod Cast, com o tema IMPRENSA EM ARAUCARIA. Já temos presenças confirmadas de:
  • Carlos do Vale (Jornal O Popular do Paraná);
  • Caio Junior (Tv Araucária);
E vamos pleitear a presença de:
  • Tião Calado (Folha de Araucária);
  • Genildo (Jornal O Marco Zero).
A gravação está prevista para o dia 12/09, fim-de-semana pós feriados, mas está sujeita a alterações de acordo com disponibilidade do estudio e convidados.

Mais informações em breve.

por:
Hidersox

terça-feira, 18 de agosto de 2009


ESTA SERÁ SEGURAMENTE A MELHOR PROGRAMAÇÃO DOS PINHEIRAIS, CAMPOS GERAIS E LITORAL DO PARANÁ, AFINAL, O MAR NÃO ESTARÁ PARA SURF MESMO (KTSCHUÁSHUAKSKSKZ!)



ESTA SERÁ SEGURAMENTE A MELHOR PROGRAMAÇÃO DOS PINHEIRAIS, CAMPOS GERAIS E LITORAL DO PARANÁ, AFINAL, O MAR NÃO ESTARÁ PARA SURF MESMO (KTSCHUÁSHUAKSKSKZ!)


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O COMEÇO




Foi entrando no consultório como se numa antecâmara do inferno, sentou já imaginando o dedão que o penetraria em instantes, jogando por terra seus 47 anos da mais indubitável masculinidade. Em 2 minutos já está suando frio. A recepcionista chama o seu nome. Gela de pavor, sua mão treme e seus joelhos arqueiam quando se levanta da cadeira. Tem enjôo e espasmos nervosos fazem tremer o músculo da face involuntariamente esculpindo um sorriso idiota em seu rosto. Sente-se o pior dos mortais, um pateta. Entra no consultório. O médico é impessoal e lê sua ficha enquanto faz perguntas triviais. O Pânico aumenta quando o satânico doutor veste a luva cirúrgica. Ele jura que percebe no cantinho da boca do maligno um esboço de sorriso sádico enquanto pronuncia “ deite-se na maca, por favor”. Pra piorar sua humilhante situação, entra na saleta a ajudante do doutor carrasco, morena, imponente, esguia, linda e cheirosa , testemunha ocular de seu martírio. Nesse instante ele percebe que já não é mais um ser humano, mas um farrapo, um trapo, um pedaço de nada, um ninguém, uma bixa louca deitadinha ali de ladinho esperando a dedada do nada gentil doutor sacana. Sente o fundo do poço da pior maneira . Fecha os olhos e procura não pensar em nada.

“Acabou” diz a assistente gostosa com um sorriso consolador enquanto lhe entrega as roupas.

Vestido, volta à mesa do carrasco de branco olhando para os sapatos, senta-se um pouco incomodado e ouve então da boca do doutor diabo a frase que se consagra o pior dos castigos: “Infelizmente, não tenho boas notícias...”



Por:

Nelson Emerson.

O COMEÇO




Foi entrando no consultório como se numa antecâmara do inferno, sentou já imaginando o dedão que o penetraria em instantes, jogando por terra seus 47 anos da mais indubitável masculinidade. Em 2 minutos já está suando frio. A recepcionista chama o seu nome. Gela de pavor, sua mão treme e seus joelhos arqueiam quando se levanta da cadeira. Tem enjôo e espasmos nervosos fazem tremer o músculo da face involuntariamente esculpindo um sorriso idiota em seu rosto. Sente-se o pior dos mortais, um pateta. Entra no consultório. O médico é impessoal e lê sua ficha enquanto faz perguntas triviais. O Pânico aumenta quando o satânico doutor veste a luva cirúrgica. Ele jura que percebe no cantinho da boca do maligno um esboço de sorriso sádico enquanto pronuncia “ deite-se na maca, por favor”. Pra piorar sua humilhante situação, entra na saleta a ajudante do doutor carrasco, morena, imponente, esguia, linda e cheirosa , testemunha ocular de seu martírio. Nesse instante ele percebe que já não é mais um ser humano, mas um farrapo, um trapo, um pedaço de nada, um ninguém, uma bixa louca deitadinha ali de ladinho esperando a dedada do nada gentil doutor sacana. Sente o fundo do poço da pior maneira . Fecha os olhos e procura não pensar em nada.

“Acabou” diz a assistente gostosa com um sorriso consolador enquanto lhe entrega as roupas.

Vestido, volta à mesa do carrasco de branco olhando para os sapatos, senta-se um pouco incomodado e ouve então da boca do doutor diabo a frase que se consagra o pior dos castigos: “Infelizmente, não tenho boas notícias...”



Por:

Nelson Emerson.

sábado, 8 de agosto de 2009

LEIA EM VOZ ALTA E RÁPIDO


"ESTA CASA ESTÁ LADRILHADA.

QUEM A DESENLADRILHARÁ?

O DESENLADRILHADOR QUE A DESENLADRILAR,

BOM DESENLADRILHADOR SERÁ."
PAULO F. MOREIRA

LEIA EM VOZ ALTA E RÁPIDO


"ESTA CASA ESTÁ LADRILHADA.

QUEM A DESENLADRILHARÁ?

O DESENLADRILHADOR QUE A DESENLADRILAR,

BOM DESENLADRILHADOR SERÁ."
PAULO F. MOREIRA

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ATRASADO DE NOVO


Acordo tarde, a falta de luz à noite atrasou meu rádio-relógio e com isso todo o meu dia começou quarenta e seis minutos mais tarde. Saio correndo sem banho nem café e corro pra garagem. No trânsito engarrafado sou mais uma vítima e o idiota do carro da frente acelera e freia, acelera e freia, acelera e... ops! Desce o playboy muito puto e chuta a minha porta. Desco mais puto ainda e dou uma cabeçada no nariz do garotão. Ele não cai e eu bato uma, duas... bato nove vezes.

Estou completamente imobilizado na avenida, com as mãos sangrando nas algemas: hoje vai ser um dia ruim.

Por:

Nelson Emerson

ATRASADO DE NOVO


Acordo tarde, a falta de luz à noite atrasou meu rádio-relógio e com isso todo o meu dia começou quarenta e seis minutos mais tarde. Saio correndo sem banho nem café e corro pra garagem. No trânsito engarrafado sou mais uma vítima e o idiota do carro da frente acelera e freia, acelera e freia, acelera e... ops! Desce o playboy muito puto e chuta a minha porta. Desco mais puto ainda e dou uma cabeçada no nariz do garotão. Ele não cai e eu bato uma, duas... bato nove vezes.

Estou completamente imobilizado na avenida, com as mãos sangrando nas algemas: hoje vai ser um dia ruim.

Por:

Nelson Emerson

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MONSTRO CHAMADO PODER (p.2 - final)


Em 1939, foi deflagrada a 2ª Guerra Mundial, a mais mortífera de todos os tempos – os mortos não foram contados aos mil, e sim aos milhões. Com tamanha destruição, ficou conhecido outro grande monstro da história contemporânea: Adolf Hitler, também enlouquecido pelo poder e pela confiança implantada no povo, de que seriam eles transformados numa raça superior e dominadora do mundo.
Hitler comandava este povo que o adorava como se ele tivesse o mesmo poder de um deus. Destruiu nações, matou milhões de pessoas, tudo pelo delírio do poder, coisa que todos os homens deveriam banir da face da Terra para sempre, mas qual, nem de longe é pensado, pois os políticos continuam em luta na busca do poder, este monstro que deturpa a sociedade, lançando em luta irmãos contra irmãos, que se caçam como feras em busca de alimento.
A guerra de Hitler iniciou em 1939 e terminou em 1945, envolvendo a maior parte do mundo em uma guerra de destruição e a mais sangrenta que a história já conhecera. Imagine que numa só noite, na cidade de Hamburgo, foram mortas 350 mil pessoas, civis que procuravam abrigar-se numa cidade considerada pela Cruz Vermelha Internacional como cidade aberta, isto é, cidade abrigo para retirantes e feridos.
Foram 5 mil aviões aliados que bombardearam Hamburgo numa só noite. Assim, a guerra pode ser vista como uma porfia de sanguinários de ambas as partes. Não havia mais controle dos governantes e sim dos generais em comando das tropas e forças em combate.
Hitler estava conseguindo seu intento de dominar o mundo, quando resolveu, em sua loucura, invadir a Rússia. Este foi seu erro, pois os russos empregaram a mesma tática que seus antepassados haviam empregado contra Napoleão, o inverno e a fome foram suficientes para destruir a invencíveis tropas alemãs.
No presente, estamos vendo uma nação com grande poder, que só não destruiu o mundo, incluindo ela própria, por obra do destino. Esta nação, por sorte do mundo, não tem em sua história, ditadores, mas no dia em que aparecer um desses monstros aliados ao grande poder, o mundo será destruído.



PAULO F. MOREIRA

MONSTRO CHAMADO PODER (p.2 - final)


Em 1939, foi deflagrada a 2ª Guerra Mundial, a mais mortífera de todos os tempos – os mortos não foram contados aos mil, e sim aos milhões. Com tamanha destruição, ficou conhecido outro grande monstro da história contemporânea: Adolf Hitler, também enlouquecido pelo poder e pela confiança implantada no povo, de que seriam eles transformados numa raça superior e dominadora do mundo.
Hitler comandava este povo que o adorava como se ele tivesse o mesmo poder de um deus. Destruiu nações, matou milhões de pessoas, tudo pelo delírio do poder, coisa que todos os homens deveriam banir da face da Terra para sempre, mas qual, nem de longe é pensado, pois os políticos continuam em luta na busca do poder, este monstro que deturpa a sociedade, lançando em luta irmãos contra irmãos, que se caçam como feras em busca de alimento.
A guerra de Hitler iniciou em 1939 e terminou em 1945, envolvendo a maior parte do mundo em uma guerra de destruição e a mais sangrenta que a história já conhecera. Imagine que numa só noite, na cidade de Hamburgo, foram mortas 350 mil pessoas, civis que procuravam abrigar-se numa cidade considerada pela Cruz Vermelha Internacional como cidade aberta, isto é, cidade abrigo para retirantes e feridos.
Foram 5 mil aviões aliados que bombardearam Hamburgo numa só noite. Assim, a guerra pode ser vista como uma porfia de sanguinários de ambas as partes. Não havia mais controle dos governantes e sim dos generais em comando das tropas e forças em combate.
Hitler estava conseguindo seu intento de dominar o mundo, quando resolveu, em sua loucura, invadir a Rússia. Este foi seu erro, pois os russos empregaram a mesma tática que seus antepassados haviam empregado contra Napoleão, o inverno e a fome foram suficientes para destruir a invencíveis tropas alemãs.
No presente, estamos vendo uma nação com grande poder, que só não destruiu o mundo, incluindo ela própria, por obra do destino. Esta nação, por sorte do mundo, não tem em sua história, ditadores, mas no dia em que aparecer um desses monstros aliados ao grande poder, o mundo será destruído.



PAULO F. MOREIRA