terça-feira, 30 de setembro de 2008

VERSOS VELHOS PARA SÁBADOS NOVOS

VERSOS VELHOS PARA SÁBADOS NOVOS

Porque hoje é sábado
Eu acordei mais cedo
Um tanto abobado
E um pouquinho bêbado
~~
E vendo você deitada
Ainda dormindo de lado
Murmurei
Ao pé do seu ouvido
~~
Todos os segredos
Mais sagrados da minha vida
Todas as lembranças
Mais retidas na retina
~~
E dormindo ainda de lado
Você sorriu uma gargalhada
E sussurrou que essa piada
Eu já tinha te contado
~~
por:
Renato Quege/Ivan Justen

VERSOS VELHOS PARA SÁBADOS NOVOS

VERSOS VELHOS PARA SÁBADOS NOVOS

Porque hoje é sábado
Eu acordei mais cedo
Um tanto abobado
E um pouquinho bêbado
~~
E vendo você deitada
Ainda dormindo de lado
Murmurei
Ao pé do seu ouvido
~~
Todos os segredos
Mais sagrados da minha vida
Todas as lembranças
Mais retidas na retina
~~
E dormindo ainda de lado
Você sorriu uma gargalhada
E sussurrou que essa piada
Eu já tinha te contado
~~
por:
Renato Quege/Ivan Justen

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Gato Feio



Gato Feio

Nomeei esta foto de “gato” justamente porque representa o trabalho amador de pessoas que puxam energia dos postes de rua para suas casas. Ela foi capturada em 2007, na periferia de Araucária.
O ato de clicar e ter em mãos uma imagem parece ser a coisa mais fácil do mundo, aliás, o trabalho de um fotógrafo é apertar um botão. Parece ser somente isso, mas não é. Há um olhar profundo do fotógrafo sobre o que ele vê. Para quem possui equipamento profissional o manuseio tem que ser hábil para que possa representar em um pedaço de papel a melhor imagem possível.
Quero deixar claro que não tenho um equipamento invejável. Também, essa não foi a melhor foto que fiz. Mas isso não importa. O que importa é o peso que a foto em si carrega: ela mostra um pequeno detalhe de um local onde é habitado por muitas pessoas que vivem em situação calamitosa. E para as pessoas que têm o mínimo de sensibilidade, diante de uma realidade injusta e desigual, conseguem imaginar o que não há na foto.
Ao passar por este local, o fotógrafo (eu), viu – logicamente – o lugar inóspito que o rodeava, mas resolveu registrar algo que nunca tinha visto antes, tão exageradamente. As pessoas, os fatos comoventes que elas causam poderia ser pauta maior para essa foto, mas não foi.
O que aconteceu realmente foi a ocultação daquele ambiente. Será que com tantas coisas para registrar, eu tenho necessariamente que mostrar a desgraça absoluta? Lógico que não. Assim eu busco mais imparcialidade em meus cliques, apesar de que ter escolhido essa foto para publicar passa ser parcial, por motivos subjetivos do fotógrafo. Acredito que se eu não propuser uma solução para o local e para as pessoas que moram lá, não tenho direito de retratar a realidade impactante para simplesmente ganhar crédito em meu nome.


Foto e texto por:
Victor Amaral

Gato Feio



Gato Feio

Nomeei esta foto de “gato” justamente porque representa o trabalho amador de pessoas que puxam energia dos postes de rua para suas casas. Ela foi capturada em 2007, na periferia de Araucária.
O ato de clicar e ter em mãos uma imagem parece ser a coisa mais fácil do mundo, aliás, o trabalho de um fotógrafo é apertar um botão. Parece ser somente isso, mas não é. Há um olhar profundo do fotógrafo sobre o que ele vê. Para quem possui equipamento profissional o manuseio tem que ser hábil para que possa representar em um pedaço de papel a melhor imagem possível.
Quero deixar claro que não tenho um equipamento invejável. Também, essa não foi a melhor foto que fiz. Mas isso não importa. O que importa é o peso que a foto em si carrega: ela mostra um pequeno detalhe de um local onde é habitado por muitas pessoas que vivem em situação calamitosa. E para as pessoas que têm o mínimo de sensibilidade, diante de uma realidade injusta e desigual, conseguem imaginar o que não há na foto.
Ao passar por este local, o fotógrafo (eu), viu – logicamente – o lugar inóspito que o rodeava, mas resolveu registrar algo que nunca tinha visto antes, tão exageradamente. As pessoas, os fatos comoventes que elas causam poderia ser pauta maior para essa foto, mas não foi.
O que aconteceu realmente foi a ocultação daquele ambiente. Será que com tantas coisas para registrar, eu tenho necessariamente que mostrar a desgraça absoluta? Lógico que não. Assim eu busco mais imparcialidade em meus cliques, apesar de que ter escolhido essa foto para publicar passa ser parcial, por motivos subjetivos do fotógrafo. Acredito que se eu não propuser uma solução para o local e para as pessoas que moram lá, não tenho direito de retratar a realidade impactante para simplesmente ganhar crédito em meu nome.


Foto e texto por:
Victor Amaral

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A Busca





A busca infinita por uma pessoa ideal

É árdua é muito difícil

Nem todos são como planejamos

E nem agente é como pensam que somos

Todos temos momentos de pura alegria

E depois um desfecho não tão esperado

Porque somos diferentes e buscamos a igualdade

Igualdade que nem sempre existe

E nos decepcionamos por motivos tão infames

Que as vezes são imensos!



por:

Giovana Martignago


A Busca





A busca infinita por uma pessoa ideal

É árdua é muito difícil

Nem todos são como planejamos

E nem agente é como pensam que somos

Todos temos momentos de pura alegria

E depois um desfecho não tão esperado

Porque somos diferentes e buscamos a igualdade

Igualdade que nem sempre existe

E nos decepcionamos por motivos tão infames

Que as vezes são imensos!



por:

Giovana Martignago


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

URRA 06 (Informações)

URRA 06

Horário: A partir das 19h

Local: Sociedade da Campina das Pedras

Ingresso: R$ 5,00

Como Chegar:



Exibir mapa ampliado

_____________________________________________

*O ponto A é o local da festa e o B é a Rodoviária

Onibus:

Ipiranga


*Essa a linha de ónibus Ipiranga para na frente do local do evento.


Formigueiro


**Essa linha de ónibus também tem um ponto na frente do local do evento;

Tropical

*** Já com essa linha de ónibus você deve descer no ponto do Super Mercado Económico e continuar descendo a Av. Independência e a segunda rua a direita, (é uma estrada de chão). Aih vocês vão passar por duas pontes e uma pequena subida. E pronto, chegou!

Monalisa

**** As mesmas coordenadas da linha de ónibus Tropical












URRA 06 (Informações)

URRA 06

Horário: A partir das 19h

Local: Sociedade da Campina das Pedras

Ingresso: R$ 5,00

Como Chegar:



Exibir mapa ampliado

_____________________________________________

*O ponto A é o local da festa e o B é a Rodoviária

Onibus:

Ipiranga


*Essa a linha de ónibus Ipiranga para na frente do local do evento.


Formigueiro


**Essa linha de ónibus também tem um ponto na frente do local do evento;

Tropical

*** Já com essa linha de ónibus você deve descer no ponto do Super Mercado Económico e continuar descendo a Av. Independência e a segunda rua a direita, (é uma estrada de chão). Aih vocês vão passar por duas pontes e uma pequena subida. E pronto, chegou!

Monalisa

**** As mesmas coordenadas da linha de ónibus Tropical












sábado, 13 de setembro de 2008

O Frango


O Frango

O frango cisca elegantemente no mato cinza da marginal da rodovia. Apesar dos ruídos de caminhões carregados de tomates e carros atrasados de seus ofícios, o frango deglute calmamente um qualquer coisa na marginal empoçada da rodovia.
Nobre frango. Vida boa essa de frango. Sua refeição está logo ali onde os humanos passam todos os dias em absoluta indiferença. Quantos dramas, apelos e histórias divididas não cruzam a rodovia enquanto o róseo frango se empapuça de pó, pedras e migalhas automotivas? Um pouco de mato imaculado também.
Quantos não querem ser esse frango? Ao fim da sesta de dia preguiçoso e sol escondido da fumaça, o frango movimenta-se oportunamente até o meio da rodovia. Não há carros em sua direção nos próximos dez segundos. E está com um pouco de azia o frango. Não estava bom aquele trago de plástico e vidro.
Pronto. Penas com sangue decorando a rodovia. Sangue escorrendo até a marginal da rodovia. Foi um frango que nunca fez mal pra ninguém.
O frango cisca elegantemente no mato cinza da marginal da rodovia. Apesar dos ruídos de caminhões carregados de tomates e carros atrasados de seus ofícios, o frango deglute calmamente um qualquer coisa na marginal empoçada da rodovia.
Nobre frango. Vida boa essa de frango. Sua refeição está logo ali onde os humanos passam todos os dias em absoluta indiferença. Quantos dramas, apelos e histórias divididas não cruzam a rodovia enquanto o róseo frango se empapuça de pó, pedras e migalhas automotivas? Um pouco de mato imaculado também.

por:
Daniel Zanella

O Frango


O Frango

O frango cisca elegantemente no mato cinza da marginal da rodovia. Apesar dos ruídos de caminhões carregados de tomates e carros atrasados de seus ofícios, o frango deglute calmamente um qualquer coisa na marginal empoçada da rodovia.
Nobre frango. Vida boa essa de frango. Sua refeição está logo ali onde os humanos passam todos os dias em absoluta indiferença. Quantos dramas, apelos e histórias divididas não cruzam a rodovia enquanto o róseo frango se empapuça de pó, pedras e migalhas automotivas? Um pouco de mato imaculado também.
Quantos não querem ser esse frango? Ao fim da sesta de dia preguiçoso e sol escondido da fumaça, o frango movimenta-se oportunamente até o meio da rodovia. Não há carros em sua direção nos próximos dez segundos. E está com um pouco de azia o frango. Não estava bom aquele trago de plástico e vidro.
Pronto. Penas com sangue decorando a rodovia. Sangue escorrendo até a marginal da rodovia. Foi um frango que nunca fez mal pra ninguém.
O frango cisca elegantemente no mato cinza da marginal da rodovia. Apesar dos ruídos de caminhões carregados de tomates e carros atrasados de seus ofícios, o frango deglute calmamente um qualquer coisa na marginal empoçada da rodovia.
Nobre frango. Vida boa essa de frango. Sua refeição está logo ali onde os humanos passam todos os dias em absoluta indiferença. Quantos dramas, apelos e histórias divididas não cruzam a rodovia enquanto o róseo frango se empapuça de pó, pedras e migalhas automotivas? Um pouco de mato imaculado também.

por:
Daniel Zanella

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Senhores Candidatos







Senhores Candidatos

Gostaria de pedir aos futuros eleitos que construam um teatro em Araucária seguindo os moldes do Teatro Guaira, não por nós humildes artistas, mas por voz dos representantes do povo. É um absurdo que nosso teatro não esteja preparado para recebê-los.

Fico imaginando o desconforto de vossas delicadas nádegas assentadas naquelas horríveis e desconfortáveis cadeiras de plástico.

Precisamos sim de um Guaira em Araucária, pois é impossível nossas autoridades políticas se concentrarem em um espetáculo com o Ligeirinho passando de meia em meia hora. É necessário silêncio em um Teatro, principalmente quando se tratam de ouvidos deseducados para a arte.

Compadeço-me de voz senhores políticos araucarienses que precisam sair da cidade para repousar vossos corpos fadigados da ociosidade nas cadeiras aveludadas do teatro Guaira.

Juro que me emociono por vê-los distante da arte local, por vê-los completos ignorantes no que diz respeito a classe artística de Araucária, afinal que culpa vocês tem se esses mesmos artistas costumam se apresentar em um ambiente onde poucos de vocês já colocaram os pés espontaneamente. Que culpa vocês tem se ao invés de se apresentam no Guairão eles se apresentam no Teatro Barracão.

Barracão ... Quanto descaso com os nosso representantes.

É necessário entender que eles precisam de veludo para repousar seus traseiros, eles precisam de um ambiente espelhado para que possam flertar com eles mesmos, admirando a maquiagem que cobre a ignorância e a falta de cultura.

Construam de uma vez por todas um Guairão aqui na cidade das Araucárias.

É humilhante pra eles terem que entrar em um barracão, principalmente por que eles sabem, que ali não verão os rostinhos bonitos dos atores que toda noite eles vêem na novela da oito.

Não adianta fazer festival no inverno, não adianta urrar, não adianta atuar, muito menos FESTCAR, se o prédio não for gigantesco, se o piso não for brilhante, se a acústica não for perfeita e as paredes não forem espelhadas, é perda de tempo esperar nossos políticos nesse ambiente inadequado. Inadequado sim, ora, nossas celebridades políticas precisam de um ambiente que os faça pensar que eles realmente são inteligentes, cultos e importantes.

Pelo bem estar de nossos políticos

Abaixo o Teatro Barracão

Viva o Guairão!!!!!

por:

Jester Furtado



Senhores Candidatos







Senhores Candidatos

Gostaria de pedir aos futuros eleitos que construam um teatro em Araucária seguindo os moldes do Teatro Guaira, não por nós humildes artistas, mas por voz dos representantes do povo. É um absurdo que nosso teatro não esteja preparado para recebê-los.

Fico imaginando o desconforto de vossas delicadas nádegas assentadas naquelas horríveis e desconfortáveis cadeiras de plástico.

Precisamos sim de um Guaira em Araucária, pois é impossível nossas autoridades políticas se concentrarem em um espetáculo com o Ligeirinho passando de meia em meia hora. É necessário silêncio em um Teatro, principalmente quando se tratam de ouvidos deseducados para a arte.

Compadeço-me de voz senhores políticos araucarienses que precisam sair da cidade para repousar vossos corpos fadigados da ociosidade nas cadeiras aveludadas do teatro Guaira.

Juro que me emociono por vê-los distante da arte local, por vê-los completos ignorantes no que diz respeito a classe artística de Araucária, afinal que culpa vocês tem se esses mesmos artistas costumam se apresentar em um ambiente onde poucos de vocês já colocaram os pés espontaneamente. Que culpa vocês tem se ao invés de se apresentam no Guairão eles se apresentam no Teatro Barracão.

Barracão ... Quanto descaso com os nosso representantes.

É necessário entender que eles precisam de veludo para repousar seus traseiros, eles precisam de um ambiente espelhado para que possam flertar com eles mesmos, admirando a maquiagem que cobre a ignorância e a falta de cultura.

Construam de uma vez por todas um Guairão aqui na cidade das Araucárias.

É humilhante pra eles terem que entrar em um barracão, principalmente por que eles sabem, que ali não verão os rostinhos bonitos dos atores que toda noite eles vêem na novela da oito.

Não adianta fazer festival no inverno, não adianta urrar, não adianta atuar, muito menos FESTCAR, se o prédio não for gigantesco, se o piso não for brilhante, se a acústica não for perfeita e as paredes não forem espelhadas, é perda de tempo esperar nossos políticos nesse ambiente inadequado. Inadequado sim, ora, nossas celebridades políticas precisam de um ambiente que os faça pensar que eles realmente são inteligentes, cultos e importantes.

Pelo bem estar de nossos políticos

Abaixo o Teatro Barracão

Viva o Guairão!!!!!

por:

Jester Furtado



quarta-feira, 10 de setembro de 2008



ESCURO ILUMINADO I

São imagens em minha cabeça. Fui até o pc, naveguei, naveguei e encontrei... Acalmei meu coração, na net nunca estamos sós.
Então pensei muito, me armei. “Eu tenho que te conquistar, te trazer de alguma forma pra mim doce brinquedo”.
Sai. Era necessário me preparar pra te receber, pra te seduzir... comprei tudo o que precisava: balas e doces, alguns brinquedos e games.... sempre gostam de games....
No seu corpo pequeno me libertei, pude ser o que sou. Guardei cada momento para sempre repetir, repetir.
Vivo no escuro, tudo que me resta são lembranças, imagens, o velho pc e você....




por:

Julhis



ESCURO ILUMINADO I

São imagens em minha cabeça. Fui até o pc, naveguei, naveguei e encontrei... Acalmei meu coração, na net nunca estamos sós.
Então pensei muito, me armei. “Eu tenho que te conquistar, te trazer de alguma forma pra mim doce brinquedo”.
Sai. Era necessário me preparar pra te receber, pra te seduzir... comprei tudo o que precisava: balas e doces, alguns brinquedos e games.... sempre gostam de games....
No seu corpo pequeno me libertei, pude ser o que sou. Guardei cada momento para sempre repetir, repetir.
Vivo no escuro, tudo que me resta são lembranças, imagens, o velho pc e você....




por:

Julhis

sábado, 6 de setembro de 2008

Colunista



Bolinhas de Sabão



Vejo esta coluna de fumaça e não entendo como o ser humano pode ser tão indiferente a esta imagem.

Outro dia, fulano entendido, retrucou dizendo que é apenas vapor de água. Chaleirinha no fogo, panela de pressão.

Devo estar enganado mesmo, este céu cinzento é algodão doce e esta fumaça sufocante é tudo fantasia. Cheiro de açúcar queimado.

Sorte dos pássaros, que podem ver bem perto, saindo das chaminés uma linda nuvem de bolinhas de sabão.






por:

Rico



Colunista



Bolinhas de Sabão



Vejo esta coluna de fumaça e não entendo como o ser humano pode ser tão indiferente a esta imagem.

Outro dia, fulano entendido, retrucou dizendo que é apenas vapor de água. Chaleirinha no fogo, panela de pressão.

Devo estar enganado mesmo, este céu cinzento é algodão doce e esta fumaça sufocante é tudo fantasia. Cheiro de açúcar queimado.

Sorte dos pássaros, que podem ver bem perto, saindo das chaminés uma linda nuvem de bolinhas de sabão.






por:

Rico



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

colunista


TEORIA DA COMPOSIÇÃO

Minha escola literária é o boteco,
Sol da meia-noite no cu da madrugada,
Encontro de silêncios que fazem eco,
Raspa da sociedade desequilibrada.

As teorias valem durante uma rodada,
Na seguinte já virou papo de cacareco.
Frase de efeito é trovão de gargalhada,
Coitado daquele que ousar um repeteco.

Sou um soldado romântico, em pé de guerra,
Contra tudo e contra todos os contrários
À alegria e ao lirismo bêbado do poeta.

Essa fatal mira eclipsada, que jamais erra,
É o coração, arco apto para disparos
Mortais nos hipócritas ou gente como essa
!
por:
Comedor de Ranho

colunista


TEORIA DA COMPOSIÇÃO

Minha escola literária é o boteco,
Sol da meia-noite no cu da madrugada,
Encontro de silêncios que fazem eco,
Raspa da sociedade desequilibrada.

As teorias valem durante uma rodada,
Na seguinte já virou papo de cacareco.
Frase de efeito é trovão de gargalhada,
Coitado daquele que ousar um repeteco.

Sou um soldado romântico, em pé de guerra,
Contra tudo e contra todos os contrários
À alegria e ao lirismo bêbado do poeta.

Essa fatal mira eclipsada, que jamais erra,
É o coração, arco apto para disparos
Mortais nos hipócritas ou gente como essa
!
por:
Comedor de Ranho

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Colunista


O Homem-Porco

Era tão sujo e pestilento que ao sair às ruas os ratos adormeciam nos bueiros e as baratas oravam aos deuses supremos. Seu odor era indistinguível: as plantas sufocavam e os urubus desistiam das carniças da tarde, lançando-se desesperadamente aos rios cristalinos. Certa vez, um forasteiro pediu-lhe uma palavra de norteamento e nunca mais conseguiu formar uma frase completa. Triste fim: encontraram-no perdido de si, completamente malsão e pedindo bis.
Num dia de fragrância soberana acordou os vizinhos com o vapor de sua respiração. Temos que dar um fim nisso, disse um. Temos que matá-lo, conclamou outro. Toda a cidade a postos e determinada a invadir o beco onde pairava aquele ser metade homem, metade suíno. É agora, é agora...
Não se sabe exatamente o que houve. Até hoje os sábios dizem que não se devem atravessar as fronteiras que dividem o mundo da cidade amaldiçoada, onde se especula que mora um só habitante imortal, capaz de executar qualquer ser vivo com um simples levantar do braço. Um deus fétido, praticamente

Por:
DANIEL ZANELLA

Colunista


O Homem-Porco

Era tão sujo e pestilento que ao sair às ruas os ratos adormeciam nos bueiros e as baratas oravam aos deuses supremos. Seu odor era indistinguível: as plantas sufocavam e os urubus desistiam das carniças da tarde, lançando-se desesperadamente aos rios cristalinos. Certa vez, um forasteiro pediu-lhe uma palavra de norteamento e nunca mais conseguiu formar uma frase completa. Triste fim: encontraram-no perdido de si, completamente malsão e pedindo bis.
Num dia de fragrância soberana acordou os vizinhos com o vapor de sua respiração. Temos que dar um fim nisso, disse um. Temos que matá-lo, conclamou outro. Toda a cidade a postos e determinada a invadir o beco onde pairava aquele ser metade homem, metade suíno. É agora, é agora...
Não se sabe exatamente o que houve. Até hoje os sábios dizem que não se devem atravessar as fronteiras que dividem o mundo da cidade amaldiçoada, onde se especula que mora um só habitante imortal, capaz de executar qualquer ser vivo com um simples levantar do braço. Um deus fétido, praticamente

Por:
DANIEL ZANELLA