segunda-feira, 30 de março de 2009

Vandalismo


Foto tirada na nossa querida trincheira... E olhem... O artista escreve "BUNGE E SYNGENTA FORA!" e atrás disso, a prefeitura (ou sei lá que poder) colocou um banner atrás com o dizer "DENUNCIE O VANDALISMO" e um numero de telefone.
Perguntas inevitáveis:

  • Qual o maior vândalo? A Bunge, a Syngenta, nosso artista de rua, ou a prefeitura?
    Não estaria nosso querido "pichador" denunciando o vandalismo internacional multinacional?
  • Uma banner daquele tamanho não polui muito mais do que os escritos a lata que a população ignora?
  • Será que alguém sabe do que se tratam as palavras “BUNGE” e SYNGENTA”?

por:

Samuel Victor

Vandalismo


Foto tirada na nossa querida trincheira... E olhem... O artista escreve "BUNGE E SYNGENTA FORA!" e atrás disso, a prefeitura (ou sei lá que poder) colocou um banner atrás com o dizer "DENUNCIE O VANDALISMO" e um numero de telefone.
Perguntas inevitáveis:

  • Qual o maior vândalo? A Bunge, a Syngenta, nosso artista de rua, ou a prefeitura?
    Não estaria nosso querido "pichador" denunciando o vandalismo internacional multinacional?
  • Uma banner daquele tamanho não polui muito mais do que os escritos a lata que a população ignora?
  • Será que alguém sabe do que se tratam as palavras “BUNGE” e SYNGENTA”?

por:

Samuel Victor

quinta-feira, 26 de março de 2009

Prato de Morfema

Simples e composta:
Junte duas vogais e duas consoantes, despeja na segunda pessoa do presente-mais-que-perfeito um ou mais sentimentos abstratos. Coloque tudo numa forma retangular macia e unte fortemente com natureza e segurança alguns desejos subconscientes. Adicione no futuro do presente do indicativo as promessas fatiadas. Amasse os verbos regulares nos termos essenciais da oração e crie formas sintáticas. Decore com adjetivos monossilábicos ou polissilábicos se preferir.Uma pitada de substantivos simples a gosto e ponto. Sirva sem pudor. Porção idealAvidez onipresenteSublime oração, de amável voluptuosidade.

por:
Valter Ferraz

Prato de Morfema

Simples e composta:
Junte duas vogais e duas consoantes, despeja na segunda pessoa do presente-mais-que-perfeito um ou mais sentimentos abstratos. Coloque tudo numa forma retangular macia e unte fortemente com natureza e segurança alguns desejos subconscientes. Adicione no futuro do presente do indicativo as promessas fatiadas. Amasse os verbos regulares nos termos essenciais da oração e crie formas sintáticas. Decore com adjetivos monossilábicos ou polissilábicos se preferir.Uma pitada de substantivos simples a gosto e ponto. Sirva sem pudor. Porção idealAvidez onipresenteSublime oração, de amável voluptuosidade.

por:
Valter Ferraz

quarta-feira, 18 de março de 2009

Google


Ele, depois de verificar que ninguém lhe escreveu nada em seus e-mails, digita o próprio nome no Google e da o Enter. Nada aparece, exceto, talvez, algumas aparições do tal nome em editais de concursos ou de vestibular. Ele fecha a janela e escreve na mensagem do Msn:
"-Pela primeira vez na história, existe uma ferramenta capaz de mostrar a um qualquer, ainda em vida, que sua existência não teve nenhum significado aparente, o Google."
por:
Samuel Victor

Google


Ele, depois de verificar que ninguém lhe escreveu nada em seus e-mails, digita o próprio nome no Google e da o Enter. Nada aparece, exceto, talvez, algumas aparições do tal nome em editais de concursos ou de vestibular. Ele fecha a janela e escreve na mensagem do Msn:
"-Pela primeira vez na história, existe uma ferramenta capaz de mostrar a um qualquer, ainda em vida, que sua existência não teve nenhum significado aparente, o Google."
por:
Samuel Victor

terça-feira, 17 de março de 2009

Poesia Não Se Comercializa


Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...
Este doce poeta mendigo ,
Em plena manhã de domingo ,

Sai pelas ruas para embalar seus versos ...
Inventando outros novos universos !
Por fora ele é um mendigo , por dentro ele é um rei ...
No seu país o amor é uma verdadeira lei !

Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...
Porém poesia se troca ...
Quando a alma toca ...

O espírito de um outro ser ...
Numa aura de prazer ...
Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...

Porém poesia é o remédio e a cura ...
Para a depressão e toda a amargura !
Troco seu sorriso por uma poesia ...
Neste instante cheio de harmonia !

Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...
Este doce poeta mendigo ,
Em plena manhã de domingo .,

Sai pelas ruas para embalar seus versos ...
Inventando outros novos universos !

Estes versos embalados em papel como presentes ...
Serão trocados , mas nunca serão vendidos ...
Estes versos embalados como nenéns ausentes ...
Para o mundo perverso sempre estarão adormecidos .
por:
Luciana do Rocio Mallon

Poesia Não Se Comercializa


Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...
Este doce poeta mendigo ,
Em plena manhã de domingo ,

Sai pelas ruas para embalar seus versos ...
Inventando outros novos universos !
Por fora ele é um mendigo , por dentro ele é um rei ...
No seu país o amor é uma verdadeira lei !

Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...
Porém poesia se troca ...
Quando a alma toca ...

O espírito de um outro ser ...
Numa aura de prazer ...
Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...

Porém poesia é o remédio e a cura ...
Para a depressão e toda a amargura !
Troco seu sorriso por uma poesia ...
Neste instante cheio de harmonia !

Poesia não vende , não se comercializa !
Grita o poeta ao sabor da brisa ...
Este doce poeta mendigo ,
Em plena manhã de domingo .,

Sai pelas ruas para embalar seus versos ...
Inventando outros novos universos !

Estes versos embalados em papel como presentes ...
Serão trocados , mas nunca serão vendidos ...
Estes versos embalados como nenéns ausentes ...
Para o mundo perverso sempre estarão adormecidos .
por:
Luciana do Rocio Mallon

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pedaços da Tarde

Ao vaporoso longe, uma morena feia e de corpo exuberante sobe os degraus do calçadão e interrompe a minha leitura de banco de praça. Espanto uma mosca. Que tipo de roupa é essa que você está vestindo, moça? A moça veste um shortinho tão curto, mas tão curto, que talvez a vestimenta seja a verdadeira definição de repartição pública. A morena sobe os degraus lentamente, pé sobre pé, desfilando suas curvas e nariz. Um mendigo, que espreita o lascivo peregrinar raimundo, se coloca no último degrau, bem no roteiro místico da moça, e abre seus braços e trapos lindamente, à espera de um carinho gostoso, de um afago meigo e fraterno. A morena percebe e marcha impassível. A morena marcha impassível e o mendigo segue todo afetuoso em sua articulação benévola, até que no penúltimo degrau o corpo e nariz da moça fazem um movimento solene, desviando o carente mendigo.
O mendigo fita o vazio por um instante e se vira pronunciando uma bela cantiga de domínio público:
- Ôôôô... Saúde!
De olhos fechados, o mendigo se abraça sozinho.

Uma mocinha linda, mas tão linda, que chego a cansar de desejo, está andando no calçadão num trote um tanto confuso. Ela grita meu nome com um ânimo considerável.
A mocinha linda tem apenas catorze anos – mas tem cara de dezasseis.
- Que faz pra esses lados, menina?
- Tô indo pegar ônibus. Tô morando em Curitiba agora.
- Veja só...
A mocinha linda tem cabelos curtos castanhos, olhos verdes bem clarinhos e um rosto angelical de fazer. Ela usa uma blusinha preta do AC/DC. Se é uma mocinha que ouve rock tampouco me afeta; o que me chama a atenção é o quanto a blusinha preta do AC/DC deixa transparecer as curvas musicais da mocinha.
- Viu... Tenho que ir. Semana que vem apareço lá no café. Beijos. Tchau.
- Tchau...
A mocinha parte me deixando um tanto agitado de meus devaneios de ordem imprópria. Antes de tentar retornar à leitura, ouço ela gritar:
- Te amo!!!
Ah, menina... Pare com essas coisas!

Um aparelho esquisito, cheio de CD’s de qualidade inquestionável, rege um curioso axé ao lado da igreja da praça:
“Senhor, estou aqui! Senhor, estou aqui! Seu nome é Jesus! Seu nome é Jesus! Não é Satanás! Não é Satanás!”

Um trecho de Vinícius de Morais pra elevar o nível da crônica e disfarçar a sujeira da praça pública:
“...Gostaria de dar-te aquela madrugada em que, pela primeira vez, as brancas moléculas do papel diante de mim dilataram-se ante o mistério da poesia subitamente incorporada; e dá-la com tudo o que nela havia de silencioso e inefável – o pasmo das estrelas, o mudo assombro das casas, o murmúrio místico das árvores...”

O rapaz de bicicleta parece um pouco chateado com o caráter íngreme do trecho que desemboca no início da praça. No meio da subida ele cessa as pedaladas e encosta delicadamente seu transporte no chão. O rapaz de bicicleta ao chão caminha tranquilamente até um bambu que protege uma muda de árvore. Observa o bambu por um instante e desfere um poderoso chute na base da graciosa gramínea, que cai cinematograficamente.
O rapaz sai mancando disfarçado, levanta a bicicleta e sai pedalando meio torto. Um sorriso vitorioso cobre seu rosto suado e iluminado dos raios intensos de sol de início de tarde.

por:
Daniel Zanella

Pedaços da Tarde

Ao vaporoso longe, uma morena feia e de corpo exuberante sobe os degraus do calçadão e interrompe a minha leitura de banco de praça. Espanto uma mosca. Que tipo de roupa é essa que você está vestindo, moça? A moça veste um shortinho tão curto, mas tão curto, que talvez a vestimenta seja a verdadeira definição de repartição pública. A morena sobe os degraus lentamente, pé sobre pé, desfilando suas curvas e nariz. Um mendigo, que espreita o lascivo peregrinar raimundo, se coloca no último degrau, bem no roteiro místico da moça, e abre seus braços e trapos lindamente, à espera de um carinho gostoso, de um afago meigo e fraterno. A morena percebe e marcha impassível. A morena marcha impassível e o mendigo segue todo afetuoso em sua articulação benévola, até que no penúltimo degrau o corpo e nariz da moça fazem um movimento solene, desviando o carente mendigo.
O mendigo fita o vazio por um instante e se vira pronunciando uma bela cantiga de domínio público:
- Ôôôô... Saúde!
De olhos fechados, o mendigo se abraça sozinho.

Uma mocinha linda, mas tão linda, que chego a cansar de desejo, está andando no calçadão num trote um tanto confuso. Ela grita meu nome com um ânimo considerável.
A mocinha linda tem apenas catorze anos – mas tem cara de dezasseis.
- Que faz pra esses lados, menina?
- Tô indo pegar ônibus. Tô morando em Curitiba agora.
- Veja só...
A mocinha linda tem cabelos curtos castanhos, olhos verdes bem clarinhos e um rosto angelical de fazer. Ela usa uma blusinha preta do AC/DC. Se é uma mocinha que ouve rock tampouco me afeta; o que me chama a atenção é o quanto a blusinha preta do AC/DC deixa transparecer as curvas musicais da mocinha.
- Viu... Tenho que ir. Semana que vem apareço lá no café. Beijos. Tchau.
- Tchau...
A mocinha parte me deixando um tanto agitado de meus devaneios de ordem imprópria. Antes de tentar retornar à leitura, ouço ela gritar:
- Te amo!!!
Ah, menina... Pare com essas coisas!

Um aparelho esquisito, cheio de CD’s de qualidade inquestionável, rege um curioso axé ao lado da igreja da praça:
“Senhor, estou aqui! Senhor, estou aqui! Seu nome é Jesus! Seu nome é Jesus! Não é Satanás! Não é Satanás!”

Um trecho de Vinícius de Morais pra elevar o nível da crônica e disfarçar a sujeira da praça pública:
“...Gostaria de dar-te aquela madrugada em que, pela primeira vez, as brancas moléculas do papel diante de mim dilataram-se ante o mistério da poesia subitamente incorporada; e dá-la com tudo o que nela havia de silencioso e inefável – o pasmo das estrelas, o mudo assombro das casas, o murmúrio místico das árvores...”

O rapaz de bicicleta parece um pouco chateado com o caráter íngreme do trecho que desemboca no início da praça. No meio da subida ele cessa as pedaladas e encosta delicadamente seu transporte no chão. O rapaz de bicicleta ao chão caminha tranquilamente até um bambu que protege uma muda de árvore. Observa o bambu por um instante e desfere um poderoso chute na base da graciosa gramínea, que cai cinematograficamente.
O rapaz sai mancando disfarçado, levanta a bicicleta e sai pedalando meio torto. Um sorriso vitorioso cobre seu rosto suado e iluminado dos raios intensos de sol de início de tarde.

por:
Daniel Zanella

quarta-feira, 11 de março de 2009

Finja Não Ser


Teu olhar finge se perder;
Todas as vezes que o meu tenta te encontrar.
Absolutamente não tem como ser;
Mas para mim o que resta é imaginar.
por:
k!

Finja Não Ser


Teu olhar finge se perder;
Todas as vezes que o meu tenta te encontrar.
Absolutamente não tem como ser;
Mas para mim o que resta é imaginar.
por:
k!

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Intérprete



- Posso ler uma palavrinha de Jesus pra vocês, jovens?
- Pode.
- Pode.
- Versículo quinze... Salmo vinte e oito...
Quatro minutos depois.
- Cântico... Capítulo treze.
Três minutos depois.
- Sabe o que querem dizer essas palavras? Querem dizer que o mundo de hoje está na perdição. Muita prostituição, muita exploração, muita ganância, muito roubo...
- É... Só por curiosidade, de que igreja você é?
- Igreja universal.
- Ahn... Só pra saber.
por:
Daniel Zanella

O Intérprete



- Posso ler uma palavrinha de Jesus pra vocês, jovens?
- Pode.
- Pode.
- Versículo quinze... Salmo vinte e oito...
Quatro minutos depois.
- Cântico... Capítulo treze.
Três minutos depois.
- Sabe o que querem dizer essas palavras? Querem dizer que o mundo de hoje está na perdição. Muita prostituição, muita exploração, muita ganância, muito roubo...
- É... Só por curiosidade, de que igreja você é?
- Igreja universal.
- Ahn... Só pra saber.
por:
Daniel Zanella

domingo, 8 de março de 2009

Vamos pensar Araucária


Vamos pensar Araucária


Na Época da Senhora Palmada




Na época da senhora palmada ,
Havia menos criminalidade ,
Pois a rainha da severidade ...
Sempre virava uma doce fada !

Na época da senhora palmada ...
Existiam menos marginais ...
A bala perdida ficava calada ...
E não brigava entre os colegiais !

Na época da senhora palmada ...
Havia menos deprimidos , drogados e viciados ...
Craque era só o rapaz que fazia embaixada ...
E não existia brigas de torcida nos gramados !

Mas veio a bruxa da libertinagem ,
Vestida de fio – dental transparente ,
No caldeirão da ilusão perigosa ...
Ela seduziu de uma forma tortuosa ...

Muitas pessoas inocentes ...
Com promessas impertinentes ...
Ela prendeu todos em sua teia ...
E colocou a palmada na cadeia !

A palmada que educava virou a vilã ...
E a bruxa provou do pecado da maçã .
por:
Luciana do Rocio Mallon

Na Época da Senhora Palmada




Na época da senhora palmada ,
Havia menos criminalidade ,
Pois a rainha da severidade ...
Sempre virava uma doce fada !

Na época da senhora palmada ...
Existiam menos marginais ...
A bala perdida ficava calada ...
E não brigava entre os colegiais !

Na época da senhora palmada ...
Havia menos deprimidos , drogados e viciados ...
Craque era só o rapaz que fazia embaixada ...
E não existia brigas de torcida nos gramados !

Mas veio a bruxa da libertinagem ,
Vestida de fio – dental transparente ,
No caldeirão da ilusão perigosa ...
Ela seduziu de uma forma tortuosa ...

Muitas pessoas inocentes ...
Com promessas impertinentes ...
Ela prendeu todos em sua teia ...
E colocou a palmada na cadeia !

A palmada que educava virou a vilã ...
E a bruxa provou do pecado da maçã .
por:
Luciana do Rocio Mallon

sábado, 7 de março de 2009

Com os olhos fechados

Com os olhos fechados

Corpo inerte, alma inflexível, como se tudo não lhe pertencesse.
E a vida fosse um tipo de prestação que se paga aos poucos.
Dependendo do atraso dos pagamentos se tem juros muito altos,
Pois a porcentagem da mesma é cobrada em lagrimas.
A vida pra muitos não passa de um longe tempo perdido,
Tempo negro reluzente e curto para alguns. Talvez alguns dos leitores
Achem que a palavra reluzente não caiba na concepção de tristeza,
Mas digo que não, explico: Por exemplo, muitas das pessoas passam por um.
Lento sofrimento em que suas almas peregrinam por toda a vida como
Espectadora, isso faz com que, de cima do palco, na platéia, tudo pareça.
Muito atraente e vislumbraste, mas o que os espectadores não sabem,
É que esse espetáculo não é mais do que um sucedâneo de sua passividade.
O Sofrimento veste de longe, mesmo sobre nos, parece muito atraente e
Confortável para almas em busca de resposta.Esta ai,isso é reluzente.

Agora respondam,mesmo nos momentos mais sóbrios da vida,
Mesmo quando você sente estar com a taça da gloria em suas mãos,
Você não sente aquela duvida se isso é realmente o fruto de sua
Disciplina,ou apenas um reflexo do seu profundo desespero e insegurança?

Desespero, essa é a palavra que separa o ato do pensamento, lenta para quem lê,
Rápida para quem a sente. Pode ser masoquismo por parte de uns,sabedoria por
Parte de outros,mas todos sabem de que como nos podemos nos tornar nobre
Diante das piores situações,de como a compaixão pode vir a aflorar na pele.
E agora ,o que sobrou? O que vocês ganharam sendo apenas
Reflexo de todos esses sentimentos?

Eu digo que tudo não passa de interpretação, se você enxerga os sentimentos como.
Seres inanimáves, ai sim, ai você é apenas um reflexo. Mas e se você acreditar
Na locomotividade e a ascensão aleatória das ações do mesmo?

Talvez um dia saibamos essa resposta, mas porem enquanto, mantenham os olhos abertos.

por:
Dom Quixote

Com os olhos fechados

Com os olhos fechados

Corpo inerte, alma inflexível, como se tudo não lhe pertencesse.
E a vida fosse um tipo de prestação que se paga aos poucos.
Dependendo do atraso dos pagamentos se tem juros muito altos,
Pois a porcentagem da mesma é cobrada em lagrimas.
A vida pra muitos não passa de um longe tempo perdido,
Tempo negro reluzente e curto para alguns. Talvez alguns dos leitores
Achem que a palavra reluzente não caiba na concepção de tristeza,
Mas digo que não, explico: Por exemplo, muitas das pessoas passam por um.
Lento sofrimento em que suas almas peregrinam por toda a vida como
Espectadora, isso faz com que, de cima do palco, na platéia, tudo pareça.
Muito atraente e vislumbraste, mas o que os espectadores não sabem,
É que esse espetáculo não é mais do que um sucedâneo de sua passividade.
O Sofrimento veste de longe, mesmo sobre nos, parece muito atraente e
Confortável para almas em busca de resposta.Esta ai,isso é reluzente.

Agora respondam,mesmo nos momentos mais sóbrios da vida,
Mesmo quando você sente estar com a taça da gloria em suas mãos,
Você não sente aquela duvida se isso é realmente o fruto de sua
Disciplina,ou apenas um reflexo do seu profundo desespero e insegurança?

Desespero, essa é a palavra que separa o ato do pensamento, lenta para quem lê,
Rápida para quem a sente. Pode ser masoquismo por parte de uns,sabedoria por
Parte de outros,mas todos sabem de que como nos podemos nos tornar nobre
Diante das piores situações,de como a compaixão pode vir a aflorar na pele.
E agora ,o que sobrou? O que vocês ganharam sendo apenas
Reflexo de todos esses sentimentos?

Eu digo que tudo não passa de interpretação, se você enxerga os sentimentos como.
Seres inanimáves, ai sim, ai você é apenas um reflexo. Mas e se você acreditar
Na locomotividade e a ascensão aleatória das ações do mesmo?

Talvez um dia saibamos essa resposta, mas porem enquanto, mantenham os olhos abertos.

por:
Dom Quixote

sexta-feira, 6 de março de 2009

E quando o vento sopra a vela...


Quando o vento sopra a vela,
ou o barco anda, ou acaba a luz.
Depende do ponto de vista.
Não me peça explicações,
apenas não desista.
por:
Vinicius Marçal

E quando o vento sopra a vela...


Quando o vento sopra a vela,
ou o barco anda, ou acaba a luz.
Depende do ponto de vista.
Não me peça explicações,
apenas não desista.
por:
Vinicius Marçal

quarta-feira, 4 de março de 2009

Amigo do Signo de Peixes


Aniversariante do mês de Março ...
Tenha um Feliz Aniversário ,
Aqui dentro há um abraço ...
E lá fora canta um canário !
Amigo do signo de peixes , tão sincero e sensível ...
Quero que o seu aniversário seja inesquecível !
Que no seu mar haja saúde e prosperidade ...
Que no seu céu , haja uma estrela de verdade

Em março , você fica mais experiente ...
Sempre com o seu coração valente !
Em pleno março você tem uma primavera ...
Na esperança de uma eterna quimera !

Aniversariante do mês de Março ...
Tenha um Feliz Aniversário,
Aqui dentro há um abraço ...
E lá fora canta um canário .
por:
Luciana do Rocio Mallon

Amigo do Signo de Peixes


Aniversariante do mês de Março ...
Tenha um Feliz Aniversário ,
Aqui dentro há um abraço ...
E lá fora canta um canário !
Amigo do signo de peixes , tão sincero e sensível ...
Quero que o seu aniversário seja inesquecível !
Que no seu mar haja saúde e prosperidade ...
Que no seu céu , haja uma estrela de verdade

Em março , você fica mais experiente ...
Sempre com o seu coração valente !
Em pleno março você tem uma primavera ...
Na esperança de uma eterna quimera !

Aniversariante do mês de Março ...
Tenha um Feliz Aniversário,
Aqui dentro há um abraço ...
E lá fora canta um canário .
por:
Luciana do Rocio Mallon

Jaja e Juju

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terça-feira, 3 de março de 2009


A bactéria bailava.
Fluia cadente,
num resto exaltado
no seio da arte.
Banida pousava
no fóssil imóvel,
que veio de marte....
A bactéria entrou no fóssil !!!!!


por:

Almeidassauro

A bactéria bailava.
Fluia cadente,
num resto exaltado
no seio da arte.
Banida pousava
no fóssil imóvel,
que veio de marte....
A bactéria entrou no fóssil !!!!!


por:

Almeidassauro

segunda-feira, 2 de março de 2009

EXISTÊNCIA


EU SOU A AUSÊNCIA DE TUDO O QUE NÃO EXISTE
EU SOU A VERDADE NO MEIO DESSA REALIDADE SUPERFICIAL
EU SOU A CORAGEM CAMUFLADA PELO MEDO
EU SOU A BELEZA QUE PASSA DESPERCEBIDA
EU SOU A CRIANÇA MIMADA QUE TUDO TEM E NADA VALORIZA
EU SOU A PESSOA INCONCIENTE QUE NÃO PRESENCIA A MAGNITUDE DA VIDA
EM ALGUNS MINUTOS NO MEIO DO SILÊNCIO ABSOLUTO DESCOBRI A VERDADE E QUEM REALMENTE SOU
E A VERDADE É QUE EU SIMPLESMENTE SOU TUDO E AO MESMO TEMPO NADA, ISSO DEPENDE DA AUSÊNCIA OU NÃO DE TUDO O QUE NÃO EXISTE.
por:
Joelma Salgado

EXISTÊNCIA


EU SOU A AUSÊNCIA DE TUDO O QUE NÃO EXISTE
EU SOU A VERDADE NO MEIO DESSA REALIDADE SUPERFICIAL
EU SOU A CORAGEM CAMUFLADA PELO MEDO
EU SOU A BELEZA QUE PASSA DESPERCEBIDA
EU SOU A CRIANÇA MIMADA QUE TUDO TEM E NADA VALORIZA
EU SOU A PESSOA INCONCIENTE QUE NÃO PRESENCIA A MAGNITUDE DA VIDA
EM ALGUNS MINUTOS NO MEIO DO SILÊNCIO ABSOLUTO DESCOBRI A VERDADE E QUEM REALMENTE SOU
E A VERDADE É QUE EU SIMPLESMENTE SOU TUDO E AO MESMO TEMPO NADA, ISSO DEPENDE DA AUSÊNCIA OU NÃO DE TUDO O QUE NÃO EXISTE.
por:
Joelma Salgado

domingo, 1 de março de 2009

A ESCRAVA ESLAVA

Já não lhe restava muito o que fazer, depois que seus últimos amigos morreram ficou sem ter com quem conversar.
Sua saúde ainda era de ferro. Fora atleta quando jovem. Nunca levou à boca em um copo de bebida, cigarro então, never. Sempre dormiu cedo. Teve 2 mulheres e sobreviveu a elas. Os filhos lhe deram netos e os netos, bisnetos. Tinha dinheiro da aposentadoria de funcionário de alto escalão. A idade não era para ele um fardo. Era lúcido, lépido e auto-suficiente.
Um dia conheceu uma mulher, muito mais jovem, loura, esguia, bonita e atraente. Era empregada doméstica na vizinhança e ele a esperava passar diariamente sentado no banco da esquina da pracinha do bairro. Um dia a chamou para uma conversa e sua vida foi novamente iluminada por um sopro de luz, o frescor dos peitinhos em flor daquela moça faziam seu próprio peito saltar como se invadido por borboletas na primavera. Estava apaixonado aos 89 e parecia correspondido.
O tempo passou e ele a cada dia se mostrava mais cheio de energia. Estava chegando a hora de se declarar àquela que seria sua terceira mulher. Palpitava seu coração e uma comichão o dominava “do pé ao pinto”. Sentia-se verdadeiramente capaz de satisfazer a rainha de seus desejos mais sinceros.
Naquela tarde ela apareceu de mãos dadas com um rapagão, porte de atleta, camisa colorida, aberta até o segundo botão, deixando mostrar o peitoral avantajado, rosto bronzeado, aquele bronze que só se adquire passando muitas horas na sombra. Na verdade o sujeito tinha pinta de gigolô. Ao vê-lo sentado no banquinho de sempre ela o mostra ao seu acompanhante: “olha amor, esse é o velhinho que te falei. Não é uma gracinha? Converso com ele todos os dias, ele é o meu vovozinho cuticuti. Ó vozinho, este aqui é meu noivo – ela fala mais alto, como se quisesse dizer que o velho é surdo - veio me buscar hoje porque vamos comprar nossa casinha pra casar. A entrada eu economizei nesses anos todos e o resto é com o morenão aqui, né pretinho?” beijinho estalado de boca entreaberta. Quase deu pra ouvir um coração partindo.
No dia seguinte ela chorando bate na porta da casa do velho. O ex-noivo a havia roubado e ela não tinha mais pra onde ir. Sozinha no mundo o pai morto e a mãe internada senil em um sanatório. Como iria se casar, tinha pedido a conta da casa da madame. “Fica” disse o velho, “mas vais lavar, passar e cozinhar e à noite esquentarás minha cama, não esperes nada daqui, serás pouco mais que uma escrava. Mas poderás ir embora quando quiseres, mulher estúpida.”
Ela ficou. Três anos depois o velho morreu atropelado. Ela pensou em se matar, sem saber que existia um testamento onde ela era a maior beneficiada. Um advogado a procurou alguns dias depois. Herdara a casa e um bom dinheiro, poderia abrir um negócio ou viver de renda.
Hoje, octagenária, ainda mora na mesma casa. Com sua fortuna ajuda os pobres. Gosta de sentar no mesmo banco onde conhecera o velho. Seu mentor, seu senhor, o único verdadeiro amor da sua vida.
Por:
Nelson Emerson

A ESCRAVA ESLAVA

Já não lhe restava muito o que fazer, depois que seus últimos amigos morreram ficou sem ter com quem conversar.
Sua saúde ainda era de ferro. Fora atleta quando jovem. Nunca levou à boca em um copo de bebida, cigarro então, never. Sempre dormiu cedo. Teve 2 mulheres e sobreviveu a elas. Os filhos lhe deram netos e os netos, bisnetos. Tinha dinheiro da aposentadoria de funcionário de alto escalão. A idade não era para ele um fardo. Era lúcido, lépido e auto-suficiente.
Um dia conheceu uma mulher, muito mais jovem, loura, esguia, bonita e atraente. Era empregada doméstica na vizinhança e ele a esperava passar diariamente sentado no banco da esquina da pracinha do bairro. Um dia a chamou para uma conversa e sua vida foi novamente iluminada por um sopro de luz, o frescor dos peitinhos em flor daquela moça faziam seu próprio peito saltar como se invadido por borboletas na primavera. Estava apaixonado aos 89 e parecia correspondido.
O tempo passou e ele a cada dia se mostrava mais cheio de energia. Estava chegando a hora de se declarar àquela que seria sua terceira mulher. Palpitava seu coração e uma comichão o dominava “do pé ao pinto”. Sentia-se verdadeiramente capaz de satisfazer a rainha de seus desejos mais sinceros.
Naquela tarde ela apareceu de mãos dadas com um rapagão, porte de atleta, camisa colorida, aberta até o segundo botão, deixando mostrar o peitoral avantajado, rosto bronzeado, aquele bronze que só se adquire passando muitas horas na sombra. Na verdade o sujeito tinha pinta de gigolô. Ao vê-lo sentado no banquinho de sempre ela o mostra ao seu acompanhante: “olha amor, esse é o velhinho que te falei. Não é uma gracinha? Converso com ele todos os dias, ele é o meu vovozinho cuticuti. Ó vozinho, este aqui é meu noivo – ela fala mais alto, como se quisesse dizer que o velho é surdo - veio me buscar hoje porque vamos comprar nossa casinha pra casar. A entrada eu economizei nesses anos todos e o resto é com o morenão aqui, né pretinho?” beijinho estalado de boca entreaberta. Quase deu pra ouvir um coração partindo.
No dia seguinte ela chorando bate na porta da casa do velho. O ex-noivo a havia roubado e ela não tinha mais pra onde ir. Sozinha no mundo o pai morto e a mãe internada senil em um sanatório. Como iria se casar, tinha pedido a conta da casa da madame. “Fica” disse o velho, “mas vais lavar, passar e cozinhar e à noite esquentarás minha cama, não esperes nada daqui, serás pouco mais que uma escrava. Mas poderás ir embora quando quiseres, mulher estúpida.”
Ela ficou. Três anos depois o velho morreu atropelado. Ela pensou em se matar, sem saber que existia um testamento onde ela era a maior beneficiada. Um advogado a procurou alguns dias depois. Herdara a casa e um bom dinheiro, poderia abrir um negócio ou viver de renda.
Hoje, octagenária, ainda mora na mesma casa. Com sua fortuna ajuda os pobres. Gosta de sentar no mesmo banco onde conhecera o velho. Seu mentor, seu senhor, o único verdadeiro amor da sua vida.
Por:
Nelson Emerson