segunda-feira, 27 de julho de 2009

Monstro chamado poder (parte 1)

No decorrer dos tempos, grandes monstros foram gerados pelo poder. Volto à antiguidade, quando Crasso, o general enviado pelo Senado Romano crucificou ao longo da Via Ápia, seis mil escravos seguidores de Espártaco, como exemplo para quem tivesse a intenção de revoltar-se contra o poderio das legiões romanas.
Recentemente, considerando já em nossa era, houve Napoleão Bonaparte.
Invadiu e transformou em aliados a Alemanha, a Áustria e a Polônia. Servindo-se de seus soldados para invadir a Rússia, seu sonho, despachar no palácio imperial de Moscou, chegou até lá, pensando ter realizado a maior vitória de sua carreira de mortes e destruição. Foi o mais terrível engano na história de Napoleão Bonaparte, o qual, esperava uma comissão de boas-vindas e de entrega das chaves simbólicas de Moscou.
Encontrou uma cidade totalmente deserta, isto em novembro de 1812, início de inverno. Mesmo assim, deu folga aos seus soldados para que festejassem a vitória. No dia seguinte, Napoleão começou a ver que sua vitória transformara-se em derrota. Os russos, ao abandonarem a cidade, destruíram tudo o que fosse possível transformar em alimento às tropas de Napoleão e acamparam tropas na retaguarda, ou seja, na saída de Moscou, o que, no ponto de vista de Napoleão, tornaria impossível a retirada sem lutas.
Os russos não ofereceram combate, apenas, retardaram ao máximo a saída das tropas invasoras com a finalidade de enfraquecê-las e esperar que os campos russos estivessem suficientemente congelados, onde os soldados franceses iriam morrer de fome e frio. Napoleão entrou na Rússia com 700mil homens e ao alcançar a Polônia, tinha apenas 40 mil farrapos humanos.




PAULO F. MOREIRA

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