E, desumanamente, rejeitado!
Mas, uma cachorra do alto do morro...
Escutou o seu desesperado choro!
Então, ela empurrou a cesta,
Com a força de uma besta,
Até a sua casinha de madeira...
Tão pequena e verdadeira!
Nela estavam seus filhotes queridos,
Que se assustaram ao ver o bebê ferido!
A cadela ofereceu seu leite ao menino...
De um jeito puro, inocente e fino!
Assim, como fez a loba com Rômulo e Remo,
Que ofereceu o seu leite a estes órfãos pequenos!
A cachorra muito sofrida...
Ofereceu ao bebê comida!
Porém, apesar do esforço este neném faleceu...
Naquela noite fria e repleta de breu!
Uma cachorra sem nenhum plano...
Pode ser mais amorosa do que um humano,
Que é capaz de abandonar o próprio filho...
Numa noite escura e sem nenhum brilho.
Por:
Luciana do Rocio Mallon
Luciana do Rocio Mallon
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