
Hoje assistindo a um destes programas na MTV surgiu uma pergunta:“Kurt Cobain faz falta na música?” É uma boa pergunta. Se estivessevivo, o que estaria fazendo? Seria alguma espécie de “Rei do Rock” oudo Pop? Sim porque o Nirvana é pop, assim como Jimi Hendrix, CaetanoVeloso, ou o Calipso, Zeca Pagodinho, Elvis Presley e tantos outrostambém o são. Mas não é isso que vem ao caso, pelo menos nestemomento.Kurt Cobain é um paradoxo. Ele não deixa de ser um fenômeno pop aomesmo tempo em que abominava a fama e se sentia desconfortável comtodo assédio dos fãs e da mídia. Mas jamais deixou de ser um bomnegócio para as gravadoras e para a imprensa que até hoje exploram omito.A atitude de Kurt era algo espontâneo, selvagem, inconseqüente. Tenhosentido um pouco de falta desta inconseqüência no meio musical. Eraalgo vital, urgente, gutural que expressava um estado de alma. Hojetoda atitude é calculada. Na medida, nem mais nem menos do que precisapara ser notado. Seja um corte de cabelo, um figurino, um gesto, umsotaque, um temperamento... Pose. E pose estrategicamente calculada.Se Kurt, Ian Curtis, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Raul Seixas, RenatoRusso, Cazuza... e tantos outros estivessem vivos, seriam ainda umfenômeno inspirando atitudes e comportamentos ou seria mais uma bandaquase esquecida? Ou estaria dentro de um nicho cultural segmentado comtoda a mudança nos meios de produção e divulgação musical que ainternet trouxe ao mercado fonográfico? Ou seria uma daquelas bandasantigas meio esquecidas com seus seguidores espalhados aqui e ali? Ouainda um som datado, que pertenceu a uma certa época, com certosconceitos e não faria mais sentido nos dias de hoje?
por:
N I N A
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