
No fundo do poço, na incrusilha, nos cantos da cidade, pouco a pouco o concreto
tenta se disseminar do que é fato e o que é predestinado a não ser.
Pouco a pouco, nossas almas consolidam com o presente e a má
digestão do passado, para assim sorrateiramente dizer o futuro.
O tempo passa, a noite vira dia, os céus agradecem ao sol, a terra espera por sua
reivindicação de direitos. Passos são desperdiçados, alguns aproveitados, outros
com um motivo ainda incerto. Mas o que muitos não sabem é que la no fundo dos
passos, lá no eco mais ressonante faz-se perceber a diretriz de todos os esforços.
Quem garante? Quem prova? Quem grita? ...nós mesmos garantimos, nos mesmos provamos
e nos mesmos gritamos, mesmo que as palavras atuais sejam o avesso do caminho
já trilhado, mesmo que a nota esteja fora do tom, todos sabem que é no DNA dos mesmos
que tudo pode se encontrar, que todas as freqüências se entrelaçam e podem
ser facilmente maleadas a modular o pré-suposto impossível.
A essência da vida, a incoerência do perfeccionismo, o preço e o troco, tudo
num leque só, é só acertar o naipe, é só chutar um numero, e ai esta, na sua frente,
agora cabe a você interpretar se é certo ou errado sentir a si mesmo
ou ao jogo .
Quem dita as regras? Dizem que a situação é a mãe da filosofia de uma nação,pois bem,
digo o contrario, digo que a filosofia da nação é a mãe da situação e que
a única obrigação que tenho o direito de assumir, é a de fazer
a qualquer tempo aquilo que considero direito.
Mas entendam, quando não houver fé, nem a mais brilhante estrela a de resistir,
nem o calor mais intenso vai suportar, e ai então, o contrario se provara verdade,
até que provem o contrario .
Dom Quixote
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