Num dia qualquer, sai da faculdade acompanhado de meus amigos curitibanos - o roqueiro hardcoreano e a professorinha de informática. Fazíamos o trajeto á pé em direção á Praça Rui Barbosa e conversávamos sobre as agruras de nosso ano letivo. A moça contava de sua indignação sobre uma avaliação de certo professor, o roqueiro discordava da injustiça dela e eu, tôrado de fome, avaliava alguns podres da maçã que consegui, apoiando a causa da menina.
Terminei a maçã, roendo até o talo. Reparei que começaram a me olhar estranho, de revesgueio, observando minha postura corporal, principalmente minhas mãos, em cada palavras que eu dizia. Meio sem jeito, disfarcei a maçã no bolso de minha calça até achar uma lixeira.
- Vai manchar. – disse ela.
Quando chegamos na esquina, eles olharam para os dois lados da rua para atravessar e nesta "deixa" dispensei o "fragrante" longe num canteiro.
- O que você fez com o resto da maça? Você jogou no chão? - perguntou a moça.
- Você não é daqui. - o cara soltando o chavão.
- Não sou mesmo, sou das Araucária. Lá a gente joga este tipo de lixo direto na terra, onde vai ser decomposto rapidamente e virar adubo para essa florzinha no canteiro. Demora muito tempo o ciclo dos curitibocas. Se eu for jogar num saco plástico, até lixeiro passar, ir para reciclagem, e quem sabe numa dessas parar aqui. Lá a gente sempre opta pela praticidade!
Ah! Caboclo liso!
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Rico
Rico
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