
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Assim
Assim
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Cai o pano
Eu devia engolir a falado modo que engulo o choro
e o retenho com um nó na garganta
e outras linhas emaranhadas
Mas a palavra me desata, me destorce
faca afiada me destrincha expondo trapos
desfia o alinhavo
da figura adquirida em banca de retalhos
mostra-me em cada laivo a artesania
dos adereços de rebotalhos
boneco de sonho
títere do som
não cabe reter a palavra que resvala
Cai o pano
Eu devia engolir a falado modo que engulo o choro
e o retenho com um nó na garganta
e outras linhas emaranhadas
Mas a palavra me desata, me destorce
faca afiada me destrincha expondo trapos
desfia o alinhavo
da figura adquirida em banca de retalhos
mostra-me em cada laivo a artesania
dos adereços de rebotalhos
boneco de sonho
títere do som
não cabe reter a palavra que resvala
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Professor Sofreu Bullying Homofóbico em Sala de Aula
O dicionário define bullying como : conjunto de preconceitos e discriminações exercidos dentro de uma sala de aula .
Há alguns dias atrás apareceu na mídia o caso de um professor de Língua Inglesa que sofreu bullying homofóbico na própria escola em que trabalhava . O preconceito chegou ao auge quando , um certo dia , ele levou a música I Kissed a Girl , que conta a história de uma jovem que bebe demais numa festa e por isto beija outra mulher , para ensinar os verbos no passado aos alunos . O problema é que um estudante , famoso por praticar bullying contra os colegas e desobedecer professores , achou que a música fazia apologia ao homossexualismo e foi reclamar para a direção da escola , o que gerou a demissão do educador .
O próprio professor admitiu que o pior não era o preconceito da parte dos alunos e sim dos outros mestres . Ele afirmou que algumas professoras caçoavam e riam do seu modo de falar e vestir – se .
Neste caso a própria direção da escola exerceu o bullying homofóbico , o que é lastimável . Pois a música I Kissed a Girl não contem nada pornográfico . Pois apenas fala sobre uma atitude que é cada vez comum entre os jovens , e , segundo a metodologia contemporânea do ensino de línguas ensinar através de músicas que falam sobre a realidade dos estudantes é um excelente método .
por:
Professor Sofreu Bullying Homofóbico em Sala de Aula
O dicionário define bullying como : conjunto de preconceitos e discriminações exercidos dentro de uma sala de aula .
Há alguns dias atrás apareceu na mídia o caso de um professor de Língua Inglesa que sofreu bullying homofóbico na própria escola em que trabalhava . O preconceito chegou ao auge quando , um certo dia , ele levou a música I Kissed a Girl , que conta a história de uma jovem que bebe demais numa festa e por isto beija outra mulher , para ensinar os verbos no passado aos alunos . O problema é que um estudante , famoso por praticar bullying contra os colegas e desobedecer professores , achou que a música fazia apologia ao homossexualismo e foi reclamar para a direção da escola , o que gerou a demissão do educador .
O próprio professor admitiu que o pior não era o preconceito da parte dos alunos e sim dos outros mestres . Ele afirmou que algumas professoras caçoavam e riam do seu modo de falar e vestir – se .
Neste caso a própria direção da escola exerceu o bullying homofóbico , o que é lastimável . Pois a música I Kissed a Girl não contem nada pornográfico . Pois apenas fala sobre uma atitude que é cada vez comum entre os jovens , e , segundo a metodologia contemporânea do ensino de línguas ensinar através de músicas que falam sobre a realidade dos estudantes é um excelente método .
por:
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Baile de Carnaval No Salão da Poesia

A jardineira estava em plena tristeza ...
É que a Camélia cheia de beleza ...
Foi atingida por uma bala perdida ...
E ficou muito morta e ferida !
*
Mas naquele fúnebre momento ...
Passou ao trio elétrico com sentimento !
E até quem morreu vai atrás do trio elétrico ...
Então a Camélia ressuscitou de um jeito frenético !
*
Lá o pierrot estava chorando ...
Por causa de uma colombina ...
Mas a jardineira foi enxugando
A sua lágrima de purpurina ...
*
Com a Bandeira Branca ...
Pura e verdadeira ...
Cantada pela franca ...
Dalva de Oliveira !
*
Mas o marinheiro olhou para esta boneca ...
Pensando que a bandeira era sua cueca ,
Que um dia roubaram para fazer pano de prato ...
Assim ele ficou desconfiado no ato !
*
Mas o pano estava na cabeleira ...
Do Zezé , toda alisada e faceira !
Então ele começou a chorar e fez uma careta ...
Cantando Mamãe Eu Quero e pedindo uma chupeta !
*
Então passou a Chiquita Banana ,
Que de um jeito bacana ...
E seu olhar brejeiro ...
Conquistou o marinheiro !
*
Mas , neste momento , quase agora ...
Chegou a linda Aurora ...
Pedindo perdão ao seu amado ,
Que era um Arlequim atordoado !
*
Esta foi o Carnaval no salão da poesia ...
por:
Baile de Carnaval No Salão da Poesia

A jardineira estava em plena tristeza ...
É que a Camélia cheia de beleza ...
Foi atingida por uma bala perdida ...
E ficou muito morta e ferida !
*
Mas naquele fúnebre momento ...
Passou ao trio elétrico com sentimento !
E até quem morreu vai atrás do trio elétrico ...
Então a Camélia ressuscitou de um jeito frenético !
*
Lá o pierrot estava chorando ...
Por causa de uma colombina ...
Mas a jardineira foi enxugando
A sua lágrima de purpurina ...
*
Com a Bandeira Branca ...
Pura e verdadeira ...
Cantada pela franca ...
Dalva de Oliveira !
*
Mas o marinheiro olhou para esta boneca ...
Pensando que a bandeira era sua cueca ,
Que um dia roubaram para fazer pano de prato ...
Assim ele ficou desconfiado no ato !
*
Mas o pano estava na cabeleira ...
Do Zezé , toda alisada e faceira !
Então ele começou a chorar e fez uma careta ...
Cantando Mamãe Eu Quero e pedindo uma chupeta !
*
Então passou a Chiquita Banana ,
Que de um jeito bacana ...
E seu olhar brejeiro ...
Conquistou o marinheiro !
*
Mas , neste momento , quase agora ...
Chegou a linda Aurora ...
Pedindo perdão ao seu amado ,
Que era um Arlequim atordoado !
*
Esta foi o Carnaval no salão da poesia ...
por:
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Quimera Subliminar De Quem Tem Pena

É noite. Talvez o oitavo dia da semana.
O calor é insuportável até para aqueles que anseiam combustão espontânea em uma eterna cidade cinza, fria, úmida, fatídica.
Ao ritmo tênue de uma familiar estranheza: o compasso, cinzeiro, garrafa, colher, relógio, moedas, remédios, caneta, Gilette, livros, lanterna e até um pingüim triste em cima da geladeira me olham com um sorriso de escárnio preparando-se um uníssono.
Sinto eletricidade maléfica no ar.
Silencio...
antes que algo aconteça, um galo canta em algum lugar!
Acordo de sobressalto e aliviado em escapar da loucura do sonho.
E mais uma vez ele canta. Solitário e perdido no fuso confuso de seu horário.
E pela terceira e ultima vez ele canta.
Tento criar compaixão por tal criatura. Leve e humilde desdém soberano me obriga a esquecer a simbologia de tudo isso e aquilo.
Observo as horas; São setes minutos para algum tempo.
Antes que o sono retorne, penso:
- Ainda há tempo para dormir e sonhar uns quarenta ou cinqüenta mil anos.
por:
Quimera Subliminar De Quem Tem Pena

É noite. Talvez o oitavo dia da semana.
O calor é insuportável até para aqueles que anseiam combustão espontânea em uma eterna cidade cinza, fria, úmida, fatídica.
Ao ritmo tênue de uma familiar estranheza: o compasso, cinzeiro, garrafa, colher, relógio, moedas, remédios, caneta, Gilette, livros, lanterna e até um pingüim triste em cima da geladeira me olham com um sorriso de escárnio preparando-se um uníssono.
Sinto eletricidade maléfica no ar.
Silencio...
antes que algo aconteça, um galo canta em algum lugar!
Acordo de sobressalto e aliviado em escapar da loucura do sonho.
E mais uma vez ele canta. Solitário e perdido no fuso confuso de seu horário.
E pela terceira e ultima vez ele canta.
Tento criar compaixão por tal criatura. Leve e humilde desdém soberano me obriga a esquecer a simbologia de tudo isso e aquilo.
Observo as horas; São setes minutos para algum tempo.
Antes que o sono retorne, penso:
- Ainda há tempo para dormir e sonhar uns quarenta ou cinqüenta mil anos.
por:
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Sorumbático companheiro
Olhando para o fadoLadeado de hostis
Fiquei meio assustado
Onde estará meu companheiro?
Cauteloso procurei
olha só quem eu encontrei
um conhecido
seu nome eu não sei
apressado continuei
Comedido procurei
olha só quem eu encontrei
um funcionário
Com ele nunca falei
curvado continuei
Cauteloso procurei
olha só quem eu encontrei
O meu vizinho
Dele nem me aproximei
Esgueirado continuei
Comedido procurei
olha só quem eu encontrei
meu melhor amigo
a tempos briguei
evitado continuei
Cauteloso procurei
olha só, não encontrei
solitário me reparei
meu companheiro não terei
em verdade, solitário escolhi ser...
KIKO
Sorumbático companheiro
Olhando para o fadoLadeado de hostis
Fiquei meio assustado
Onde estará meu companheiro?
Cauteloso procurei
olha só quem eu encontrei
um conhecido
seu nome eu não sei
apressado continuei
Comedido procurei
olha só quem eu encontrei
um funcionário
Com ele nunca falei
curvado continuei
Cauteloso procurei
olha só quem eu encontrei
O meu vizinho
Dele nem me aproximei
Esgueirado continuei
Comedido procurei
olha só quem eu encontrei
meu melhor amigo
a tempos briguei
evitado continuei
Cauteloso procurei
olha só, não encontrei
solitário me reparei
meu companheiro não terei
em verdade, solitário escolhi ser...
KIKO
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Ele morreu
créuele morreu
empacotou
bateus as botas
foi pro inferno
virou presunto
tá na terra dos pés juntos
na festa
não bebeu
não fumou
não dançou
e não comeu ninguêm
por que leu
creu
teve fé
na santa madre igreja católica
e se fudeu
hoje ele está morto
virando adubo no cemitério
e não existe nenhum jesus
bastante cristo pra ressucitá-lo ...
Almeidassauro
Ele morreu
créuele morreu
empacotou
bateus as botas
foi pro inferno
virou presunto
tá na terra dos pés juntos
na festa
não bebeu
não fumou
não dançou
e não comeu ninguêm
por que leu
creu
teve fé
na santa madre igreja católica
e se fudeu
hoje ele está morto
virando adubo no cemitério
e não existe nenhum jesus
bastante cristo pra ressucitá-lo ...
Almeidassauro
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
AO PASSO DOS PÉS
Entre os passos, existe um espaçoe entre seus muitos passos, muitos espaços,
preenchidos por outro alguém
de passagem como você,
que sem perceber, marca o tempo a seu ritmo,
passa o tempo a seu passo
formando a marcha do dia-dia,
marcada pelas solas dos sapatos,
pelos estalos dos chinelos e sandálias,
no barulho da freada e das solas de borracha...
Mas os pés descalços não fazem barulho !
A menos que encontrem uma pedra ...
... Ou uma poça
Minha Nossa !!!
Vinicius Marçal
AO PASSO DOS PÉS
Entre os passos, existe um espaçoe entre seus muitos passos, muitos espaços,
preenchidos por outro alguém
de passagem como você,
que sem perceber, marca o tempo a seu ritmo,
passa o tempo a seu passo
formando a marcha do dia-dia,
marcada pelas solas dos sapatos,
pelos estalos dos chinelos e sandálias,
no barulho da freada e das solas de borracha...
Mas os pés descalços não fazem barulho !
A menos que encontrem uma pedra ...
... Ou uma poça
Minha Nossa !!!
Vinicius Marçal
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sem Respostas.....
Sem Respostas.....
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Short Cuts de Álcool, Sangue e Pó
Noite entre embriagados e alcovas, no limiar das drogas e sombras cotidianas. Carro entulhado de alcoolizados cortando as avenidas principais da cidade. O motorista localiza algum antigo amigo se arrastando na calçada de madrugada silenciosa e bar longínquo. O carro se aproxima e para ao lado da majestosa figura.
- Opa!
- E aí, rapaziada... Tudo, tudo...
- Rolando de bêbado...
- Beleza?
- Tranqüilo.
O homem de roupas um tanto sujas e camisa de dois botões abertos balbucia, canta, dança, todos riem, balbucia, canta e dança. Alguém dentro do carro se impacienta com o proeminente espetáculo e dirige-se ao encachaçado .
- Ah, vá se ferrar!
- O que? O que? Você tá me chamando de vai se ferrar?
*
Carro do pai. Filho, pode ir, mas traga o carro do jeito que você está levando. Ok, trazer o carro do jeito que estou levando. O rumo é definido: casa de amigos e companhia de elementos tóxicos variados. Música berrante, alguns estranhos, mulheres exalando carne, geladeira de cores etílicas variadas, mesa decorada com carreiras de giz, canudos e seringas adequadamente recomendadas por médicos.
Alguém está preocupado com alguém.
- Cara, cara...
Tapa no ombro, empurrões leves.
- Cara, cara... Tudo bem?
- ...
- Cara, cara...
- Trazer...
- O que?
- Trazer o carro do jeito que estou levando...
- Minha nossa...
- Trazer o carro do jeito que estou levando, trazer o carro do jeito que estou levando, trazer o carro do jeito que estou levando...
*
A primeira mulher foi como uma chuva torrencial no cimento fresco. Planos eternos, futuro glorioso. Decidiu logo na primeira semana: o nosso amor nunca terá fim.
Num dia breve algo mudou. A mulher estava muito estranha, perturbada como se as vésperas de um degelo.
- Quero terminar tudo.
- O que?
- Acabou.
- Não acabou.
- Acabou sim.
- Você tem outro, né?
- Não, não é isso. Só quero dizer que acabou.
- Você tem outro...
Naquela tarde um turbilhão parecia consumir o que restava de razão e nunca havia sentido tamanha fenda carregando-o pra baixo. Foi até o armário do pai e resolveu sair e transpassar a chuva até a casa da amada. Chamou no portão, ela veio como uma pintura renascentista fria. O que se passou a seguir foi como uma literatura romântica macabra: disparou um tiro na cabeça da amada e outro tiro na própria cabeça.
Estava decidido que seu amor nunca teria fim.
por:
Daniel Zanella
Short Cuts de Álcool, Sangue e Pó
Noite entre embriagados e alcovas, no limiar das drogas e sombras cotidianas. Carro entulhado de alcoolizados cortando as avenidas principais da cidade. O motorista localiza algum antigo amigo se arrastando na calçada de madrugada silenciosa e bar longínquo. O carro se aproxima e para ao lado da majestosa figura.
- Opa!
- E aí, rapaziada... Tudo, tudo...
- Rolando de bêbado...
- Beleza?
- Tranqüilo.
O homem de roupas um tanto sujas e camisa de dois botões abertos balbucia, canta, dança, todos riem, balbucia, canta e dança. Alguém dentro do carro se impacienta com o proeminente espetáculo e dirige-se ao encachaçado .
- Ah, vá se ferrar!
- O que? O que? Você tá me chamando de vai se ferrar?
*
Carro do pai. Filho, pode ir, mas traga o carro do jeito que você está levando. Ok, trazer o carro do jeito que estou levando. O rumo é definido: casa de amigos e companhia de elementos tóxicos variados. Música berrante, alguns estranhos, mulheres exalando carne, geladeira de cores etílicas variadas, mesa decorada com carreiras de giz, canudos e seringas adequadamente recomendadas por médicos.
Alguém está preocupado com alguém.
- Cara, cara...
Tapa no ombro, empurrões leves.
- Cara, cara... Tudo bem?
- ...
- Cara, cara...
- Trazer...
- O que?
- Trazer o carro do jeito que estou levando...
- Minha nossa...
- Trazer o carro do jeito que estou levando, trazer o carro do jeito que estou levando, trazer o carro do jeito que estou levando...
*
A primeira mulher foi como uma chuva torrencial no cimento fresco. Planos eternos, futuro glorioso. Decidiu logo na primeira semana: o nosso amor nunca terá fim.
Num dia breve algo mudou. A mulher estava muito estranha, perturbada como se as vésperas de um degelo.
- Quero terminar tudo.
- O que?
- Acabou.
- Não acabou.
- Acabou sim.
- Você tem outro, né?
- Não, não é isso. Só quero dizer que acabou.
- Você tem outro...
Naquela tarde um turbilhão parecia consumir o que restava de razão e nunca havia sentido tamanha fenda carregando-o pra baixo. Foi até o armário do pai e resolveu sair e transpassar a chuva até a casa da amada. Chamou no portão, ela veio como uma pintura renascentista fria. O que se passou a seguir foi como uma literatura romântica macabra: disparou um tiro na cabeça da amada e outro tiro na própria cabeça.
Estava decidido que seu amor nunca teria fim.
por:
Daniel Zanella
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Maquiavélica

Ela é um anjo que dança valsa ...
Mas , no fundo , ela é falsa !
Ela não suporta a paz ...
Sempre fala mal por trás ...
De quem está longe e ausente ...
Ter inveja é seu maior presente !
Se você aproxima – se e chega perto ...
Ela se comporta de um modo certo !
Porém se você se distancia ...
Ela já começa com a agonia ...
De falar mal de você em alto tom ...
Será que é para você ouvir som ?
E saber que ela é falsa ,
Uma maquiavélica valsa ?
Mas qual é o objetivo de saber a verdade ...
Se ela quer ser falsa sem sinceridade ?
Além de maquiavélica , ela não tem coerência ...
Com esta mulher é preciso ter paciência !
Para ela dar indiretas é machucar ...
Ferir o outro protegida pelo ar !
Ela mistura indiretas com a pura ironia ...
Ela é a rainha da real hipocrisia !
Todo mundo já conheceu alguém assim :
Maquiavélica

Ela é um anjo que dança valsa ...
Mas , no fundo , ela é falsa !
Ela não suporta a paz ...
Sempre fala mal por trás ...
De quem está longe e ausente ...
Ter inveja é seu maior presente !
Se você aproxima – se e chega perto ...
Ela se comporta de um modo certo !
Porém se você se distancia ...
Ela já começa com a agonia ...
De falar mal de você em alto tom ...
Será que é para você ouvir som ?
E saber que ela é falsa ,
Uma maquiavélica valsa ?
Mas qual é o objetivo de saber a verdade ...
Se ela quer ser falsa sem sinceridade ?
Além de maquiavélica , ela não tem coerência ...
Com esta mulher é preciso ter paciência !
Para ela dar indiretas é machucar ...
Ferir o outro protegida pelo ar !
Ela mistura indiretas com a pura ironia ...
Ela é a rainha da real hipocrisia !
Todo mundo já conheceu alguém assim :
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
NOVENTA E CINCO (OU A VERDADEIRA HISTÓRIA DE AUSTREGÉSYLO PAMPHILIO DE ASSUMPÇÃO)
Sessenta e cinco anos e o tempo o pegou pelo pé. Vovozinho, aposentado, comprimidinho de hora em hora e osteoporose. Ranzinza, se alguém gentilmente pergunta se precisa trocar a fralda geriátrica, responde bem alto em baixo português: "vai pra puta que o pariu". Anda se urinando e nem percebe.
E ainda por cima bebe. E baba. E fede.
Não tem ninguém. Foi orgulhoso e egoísta, queria guardar dinheiro pra viajar e fazer festa com a mulherada. Era chegado em baralho, sinuca, cigarrinho, cervejinha, rabo de galo, wacholder... Sempre foi forte pra bebida.
Aos cinquenta e três teve um derrame. Ficou surdo de um ouvido e falando mole.
Mudou-se pro asilo porque precisava de ajuda para comer e se lavar. O Alzheimer o fazia esquecer onde escondia o dinheiro da aposentadoria. Roubava-lhe o enfermeiro escroque.
Seu mal era de Parkinson. Tremia e balançava o queixo, às vezes caía a dentadura.
Deprimido, um dia tentou se matar pulando da sacada do segundo andar.
Ficou cego e paralítico.
Por:
Nelson Emerson
NOVENTA E CINCO (OU A VERDADEIRA HISTÓRIA DE AUSTREGÉSYLO PAMPHILIO DE ASSUMPÇÃO)
Sessenta e cinco anos e o tempo o pegou pelo pé. Vovozinho, aposentado, comprimidinho de hora em hora e osteoporose. Ranzinza, se alguém gentilmente pergunta se precisa trocar a fralda geriátrica, responde bem alto em baixo português: "vai pra puta que o pariu". Anda se urinando e nem percebe.
E ainda por cima bebe. E baba. E fede.
Não tem ninguém. Foi orgulhoso e egoísta, queria guardar dinheiro pra viajar e fazer festa com a mulherada. Era chegado em baralho, sinuca, cigarrinho, cervejinha, rabo de galo, wacholder... Sempre foi forte pra bebida.
Aos cinquenta e três teve um derrame. Ficou surdo de um ouvido e falando mole.
Mudou-se pro asilo porque precisava de ajuda para comer e se lavar. O Alzheimer o fazia esquecer onde escondia o dinheiro da aposentadoria. Roubava-lhe o enfermeiro escroque.
Seu mal era de Parkinson. Tremia e balançava o queixo, às vezes caía a dentadura.
Deprimido, um dia tentou se matar pulando da sacada do segundo andar.
Ficou cego e paralítico.
Por:
Nelson Emerson
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Dá um careta
Um frio terrível assola o bairro da Costeira numa noite qualquer de noventa e seis. O vento cortante e o céu estrelado anunciam a geada da manhã seguinte.A piázada da vila faz festa. Reúnem-se num terreno baldio em volta de uma fogueira, para transtorno dos bons moradores que voltam do culto expurgador de pecados nos mirando com olhares de reprovação. O que será que imaginam, vendo a gente caçar mato seco para aumentar o fogo? Coisa boa, não é.
Passa da meia-noite e todas as interas possíveis foram feitas. Não há mais movimento na rua para filosofarmos a respeito e nem uma candanga para mexer. A bebida acabou, bem da verdade porque alguns resolveram brincar de pirofagia cuspindo a última garrafa de pinga que restava. Os assuntos acabaram, bem como a disposição de todos.
Depois de muito tempo, Mãrci é o primeiro a levantar. Todos tentam convence-lo a ficar, pois não tem que acordar cedo e nem seus pais o chamam. Simplesmente fraqueza. Atitude reprovável. Há uma espécie de pacto não declarado, um código de conduta onde ninguém deve ir embora. Assim que um se vai, outros geralmente fazem o mesmo.
Nem nós que moramos umas quadras dali estamos com tanta pressa, pra que ir tão cedo se mora do ali do lado?
Ele cumprimenta a todos na roda, dá a quarta bola no mata-rato do Seco, joga a bituca e espera um carro passar para atravessar a rua.
O monza amarelo diminui a velocidade até parar.
- Dá um careta – diz o carona, com tom de voz amistoso.
- Não tenho – responde o gordo inocente, batendo as mãos nos bolsos para mostrar que está vazio.
Seco oferece seu cigarrinho palha brava e pergunta se alguém tem fogo.
- Nós temos este fogo aqui – responde o motorista empunhando uma arma.
Parecia deixa de um espetáculo tragicômico. Na cena que prossegue, as portas do carro se abrem e saltam quatro mandando todos se deitar no chão. Camelo se recusa para não sujar a roupa. Sem problemas, eles tiram a jaqueta dele. Depois que vemos ele levar uns sopapos fica claro de que não era brincadeira. Deu meiodiazin! Fechou o tempo!
- Você tire a jaqueta. Você tira o tênis.Você também. Eu quero o tênis - Seco e Mãrci são as vítimas.Antes que alguém viesse a gritar, Gargamel cabisbaixo afasta-se devagar como se disfarçasse para aproveitar qualquer descuido e sair correndo. Faz uns movimentos estranhos, rodeando o lugar para sentar, e escolhe o meio fio. Vira-se para pegar algo no seu lado, como talvez uma pedra, um revolver, uma faca ou apenas uma botina. Ele sofre envergonhado tentando desatar o cadarço com uns três nós cegos, ao mesmo tempo em que tenta esconder o dedão á mostra e o solado descolando. Cagaço.
- Eu não quero esta bosta. Credo! – diz o ladrão
Ninguém conteve as risadas, até os sujeitos armados desmancharam o rosto mal encarado.
- Isso é sapato que se apresente?
Eles saem derrapando pneus e deixam para Gargamel uma grande dúvida: Comprar um sapato novo ou não?
- Até que o prejuízo não foi tanto. Amanhã aqui no mesmo lugar, piázada? – diz o piá calçado e sorridente.
por:
Rico







