sexta-feira, 31 de outubro de 2008

AOS TALENTOS PERDIDOS



AOS TALENTOS PERDIDOS



Homens que nascem sem nome


São frutos não acessíveis,

São bastardos de estereótipos,

Sobejos da sociedade,

são flores murchas que

não podem exalar perfume.

Homens que nascem sem nome

...MORREM...

talentosos mendigos,

com sua mãos algemadas em

monstruosa miséria,

com seus sonhos adormecidos

e seus dons enferrujados.

Homens que nascem sem nome

E a sorte não acolhe

Morrem com fome,

Fome que a fartura não mata

Mas o epitáfio relata:



AQUI JAZ UM INDIGENTE

SEM NOME, SEM HISTÓRIA SEM SEMENTE.



por:

Jester Furtado






AOS TALENTOS PERDIDOS



AOS TALENTOS PERDIDOS



Homens que nascem sem nome


São frutos não acessíveis,

São bastardos de estereótipos,

Sobejos da sociedade,

são flores murchas que

não podem exalar perfume.

Homens que nascem sem nome

...MORREM...

talentosos mendigos,

com sua mãos algemadas em

monstruosa miséria,

com seus sonhos adormecidos

e seus dons enferrujados.

Homens que nascem sem nome

E a sorte não acolhe

Morrem com fome,

Fome que a fartura não mata

Mas o epitáfio relata:



AQUI JAZ UM INDIGENTE

SEM NOME, SEM HISTÓRIA SEM SEMENTE.



por:

Jester Furtado






quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Araucária Macabra

Essa Comunidade é para aqueles que sabem que as
ruas de Araucária são macabras a noite...
e de dia também!
Quem já andou perto do Werka a noite? Ou perto das pontes velhas? Ou indo pra Campina das Pedras? Para aqueles que acham
que a nossa simples cidade tem alguma espécie conspiração do mal funcionando
bem debaixo dos nossos narizes. Para aqueles ainda que acham que na nossa terra
já aconteceu muito mais do que nós, os simples imigrantes somos capazes de imaginar... Se você também tem essas "neuras" queremos saber suas opiniões...
A propósito você sabia que Araucária é a segunda cidade em arrecadação do Paraná e já foi a primeira em alguns anos da década de 80? Aonde vai todo esse dinheiro? O que nós patrocinamos e não sabemos?

>>>Clique AQUI e faça parte dessa comunidade.

Araucária Macabra

Essa Comunidade é para aqueles que sabem que as
ruas de Araucária são macabras a noite...
e de dia também!
Quem já andou perto do Werka a noite? Ou perto das pontes velhas? Ou indo pra Campina das Pedras? Para aqueles que acham
que a nossa simples cidade tem alguma espécie conspiração do mal funcionando
bem debaixo dos nossos narizes. Para aqueles ainda que acham que na nossa terra
já aconteceu muito mais do que nós, os simples imigrantes somos capazes de imaginar... Se você também tem essas "neuras" queremos saber suas opiniões...
A propósito você sabia que Araucária é a segunda cidade em arrecadação do Paraná e já foi a primeira em alguns anos da década de 80? Aonde vai todo esse dinheiro? O que nós patrocinamos e não sabemos?

>>>Clique AQUI e faça parte dessa comunidade.

ROCKEIRO ANÔNIMO


Rock é vício. Sou viciado em rock. Vivi minha vida ouvindo rock. Criei meus filhos à base de rock. Preciso de rock pra viver. Respiro rock. Como e bebo rock. Levanto de manhã e rock. Não durmo sem rock. Rock no café da manhã. Meu trabalho é rock. Na minha lancheira só rock. Rock no caminho da minha casa.
Fui visitar um amigo psicólogo que me disse obcecado. Obcecaaado? Eeeu? O palerma não gosta de rock. Quer que eu trate. Não trato. Não vou . I say NO,NO,NO .Tá bom: soul, rithm’n blues, aspirina, blues, calmante, chá de fita, funk, rap, vitamina, namorada nova .

Uma vaca
Estudante de medicina
Bebia e dava
Leite com penicilina

Recaída... Dá-me rock. De guitarra, baixo, bateria, voz e back. Pode ter um hammondzinho. Pode ser em português. Um pouquinho só, três acordezinhos e pronto. Só o rock me fortalece. Tenho um fraco por rock. Fico doente sem rock. Se eu tusso não é cof, é rock. Quando eu morrer escrevam na lápide: “MORREU DE ROCK”.


por:
ROCKEIRO ANÔNIMO

ROCKEIRO ANÔNIMO


Rock é vício. Sou viciado em rock. Vivi minha vida ouvindo rock. Criei meus filhos à base de rock. Preciso de rock pra viver. Respiro rock. Como e bebo rock. Levanto de manhã e rock. Não durmo sem rock. Rock no café da manhã. Meu trabalho é rock. Na minha lancheira só rock. Rock no caminho da minha casa.
Fui visitar um amigo psicólogo que me disse obcecado. Obcecaaado? Eeeu? O palerma não gosta de rock. Quer que eu trate. Não trato. Não vou . I say NO,NO,NO .Tá bom: soul, rithm’n blues, aspirina, blues, calmante, chá de fita, funk, rap, vitamina, namorada nova .

Uma vaca
Estudante de medicina
Bebia e dava
Leite com penicilina

Recaída... Dá-me rock. De guitarra, baixo, bateria, voz e back. Pode ter um hammondzinho. Pode ser em português. Um pouquinho só, três acordezinhos e pronto. Só o rock me fortalece. Tenho um fraco por rock. Fico doente sem rock. Se eu tusso não é cof, é rock. Quando eu morrer escrevam na lápide: “MORREU DE ROCK”.


por:
ROCKEIRO ANÔNIMO

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Na Falta do Que Fazer...





Na falta do que fazer...



Saio. E caminho pela rua. Mal iluminada.

Refratária é a luz do poste.

Bonita foi a palavra que usei pra dizer que a luz do poste é fraca, amarelada e atrai mosquitos. Por que os mosquitos se deixam levar pela luz?! Conspiro e levanto algumas hipóteses:

São atraídos pela amarelada cor, na ausência de outra mais encantadora.

Ou, no meio da escuridão, a luz é o único foco visível, e por isso atrativo.

Ou ainda, apenas se deixando levar, acabam se reunindo em nuvem com centenas de outros mosquitos.

Eles querem apenas se encontrar.

Continuo o caminho à noite. Num misto de sensação não sensação. Eu e os mosquitos. Acompanhados e solitária, não respectivamente.

A lua, se ao menos ela me acompanhasse, também está acompanhada de uma serena névoa. Serena, mas em que em outros dias me amedrontaria.

Não tenho medo...

Caminho sozinha. Mas não estou sozinha!



por:

JOTA





Na Falta do Que Fazer...





Na falta do que fazer...



Saio. E caminho pela rua. Mal iluminada.

Refratária é a luz do poste.

Bonita foi a palavra que usei pra dizer que a luz do poste é fraca, amarelada e atrai mosquitos. Por que os mosquitos se deixam levar pela luz?! Conspiro e levanto algumas hipóteses:

São atraídos pela amarelada cor, na ausência de outra mais encantadora.

Ou, no meio da escuridão, a luz é o único foco visível, e por isso atrativo.

Ou ainda, apenas se deixando levar, acabam se reunindo em nuvem com centenas de outros mosquitos.

Eles querem apenas se encontrar.

Continuo o caminho à noite. Num misto de sensação não sensação. Eu e os mosquitos. Acompanhados e solitária, não respectivamente.

A lua, se ao menos ela me acompanhasse, também está acompanhada de uma serena névoa. Serena, mas em que em outros dias me amedrontaria.

Não tenho medo...

Caminho sozinha. Mas não estou sozinha!



por:

JOTA





Post Musical 02

Post Musical 02


Tequila Baby
(Porto Alegre- RS)
"Aleluia Irmão"

Imformações

Ouça mais




Rock Rockets
(São Paulo - SP)
"Os Legais"

Informações

Ouça Mais




Banda Stuart
(Blumenal - SC)
"Punk Falido"

Informações

Ouça Mais

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Tequila Baby
(Porto Alegre- RS)
"Aleluia Irmão"

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Rock Rockets
(São Paulo - SP)
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(Blumenal - SC)
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terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Garganta





O Garganta

O médico estranhou quando aquele rebento seco e desarticulado chorou pouco e sangrou muito. Nasceu aqui um ser sem um pedaço da garganta. Aqui, vejam, entre a laringe e o esôfago, apenas um coágulo e oco. Dez dias em observação e um batismo se fez rogado: O Garganta.

Cresceu com sérias dificuldades de admitir sua condição. Enquanto todos diziam de si e tudo do mundo, O Garganta se abstinha de maiores detalhes. Não era a companhia preferida: quem iria querer conversar com alguém sem um pedaço de pescoço?

E tanto tinha pra falar O Garganta. Ninguém pra ouvir. Aos doze anos desconfiou de que só lhe sobrava um destino: alimentar a discórdia entre os que lhe repeliam. E era bom nisso, O Garganta. Não lhe bastava o impulso da infâmia e da vilania de criança mal amada e sem viço. Tinha que ser obedecido um plano, tinham que interagir os diversos espetáculos da aleivosia.

Começou a tornar-se onipresente. Viram O Garganta? Está na Itália. Sério? Pensei que estivesse organizando uma festa no sítio. Vejam só O Garganta, hein... Metido em brigas e bem quisto. Escrevendo em jornal e andando com político.

Ninguém sabe o que houve, de fato, com O Garganta. Um dia a cidade acordou e estava lá na praça o nobre mentiroso, morto entre suas flores falsas e alguns cachorros prontos pra rasgarem as cicatrizes de sua traquéia. Sem nenhuma marca, sem nenhum estilo. Morreu pela boca, diria um perspicaz clichê.
Por Daniel Zanella


O Garganta





O Garganta

O médico estranhou quando aquele rebento seco e desarticulado chorou pouco e sangrou muito. Nasceu aqui um ser sem um pedaço da garganta. Aqui, vejam, entre a laringe e o esôfago, apenas um coágulo e oco. Dez dias em observação e um batismo se fez rogado: O Garganta.

Cresceu com sérias dificuldades de admitir sua condição. Enquanto todos diziam de si e tudo do mundo, O Garganta se abstinha de maiores detalhes. Não era a companhia preferida: quem iria querer conversar com alguém sem um pedaço de pescoço?

E tanto tinha pra falar O Garganta. Ninguém pra ouvir. Aos doze anos desconfiou de que só lhe sobrava um destino: alimentar a discórdia entre os que lhe repeliam. E era bom nisso, O Garganta. Não lhe bastava o impulso da infâmia e da vilania de criança mal amada e sem viço. Tinha que ser obedecido um plano, tinham que interagir os diversos espetáculos da aleivosia.

Começou a tornar-se onipresente. Viram O Garganta? Está na Itália. Sério? Pensei que estivesse organizando uma festa no sítio. Vejam só O Garganta, hein... Metido em brigas e bem quisto. Escrevendo em jornal e andando com político.

Ninguém sabe o que houve, de fato, com O Garganta. Um dia a cidade acordou e estava lá na praça o nobre mentiroso, morto entre suas flores falsas e alguns cachorros prontos pra rasgarem as cicatrizes de sua traquéia. Sem nenhuma marca, sem nenhum estilo. Morreu pela boca, diria um perspicaz clichê.
Por Daniel Zanella


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A Prova do F7





A Prova do F7



Aproveitando os meus conhecimentos adquiridos de Direito, me inscrevi para um concurso público do Tribunal Regional do Trabalho. Pois bem, li trocentas páginas sobre direito civil, do trabalho, administrativo, processual e etc. Tudo requisitado para a prova, a qual também pedia uma redação (em que fui péssima, totalmente sem inspiração pra escrever, acho que muita redação de 5ª série minha ficou bem melhor do que "aquilo" que fiz ontem); raciocínio lógico (que teve plena utilização na hora de chutar as questões) e noções de informática. Eis que me deparo com a seguinte pergunta: "Trabalhando no Microsoft Word 97, o que procede se pressionada a tecla F7 ?"

Mas que diabo de pergunta é essa?! Tipo, quem em sã consciência se dá ao trabalho de decorar esse tipo de coisa? Tá certo as clássicas Ctrl+C, Ctrl+X, Ctrl+V ou Ctrl+Z, mas F7?! Eu sequer lembro da existência dessas teclas da fileira do Esc, por mim elas nem fariam parte do teclado, se você fizesse muita questão compraria um adaptador que se encaixa ao seu modelo de teclado e aí sim poderia desfrutar da maravilha de poder apertar a tecla F7 e ainda teria várias outras opções, mais 11 pra falar a verdade. Bom, querendo ou não eu tinha que responder a pergunta, e acertá-la além de tudo, mas como eu tenho uma ligação direta com o cosmos além da perícia encontrar objetos, ele me dá uma boa garantia de acertar muitos chutes em questões de prova, contanto que eu apenas chute e não tente fazer a questão, assim minha opção foi "Verificador Ortográfico". Yeaaahhh!!! Chegando em casa abri o Word, e para o meu deleite precionei a tecla F7... e a caixinha maravilhosa apareceu.

Yaarrr!! Yaarr!! Mim fazer prova boa!!

Agora só preciso saber se acertei as outras 59...



Por:

Tsukino-chan



A Prova do F7





A Prova do F7



Aproveitando os meus conhecimentos adquiridos de Direito, me inscrevi para um concurso público do Tribunal Regional do Trabalho. Pois bem, li trocentas páginas sobre direito civil, do trabalho, administrativo, processual e etc. Tudo requisitado para a prova, a qual também pedia uma redação (em que fui péssima, totalmente sem inspiração pra escrever, acho que muita redação de 5ª série minha ficou bem melhor do que "aquilo" que fiz ontem); raciocínio lógico (que teve plena utilização na hora de chutar as questões) e noções de informática. Eis que me deparo com a seguinte pergunta: "Trabalhando no Microsoft Word 97, o que procede se pressionada a tecla F7 ?"

Mas que diabo de pergunta é essa?! Tipo, quem em sã consciência se dá ao trabalho de decorar esse tipo de coisa? Tá certo as clássicas Ctrl+C, Ctrl+X, Ctrl+V ou Ctrl+Z, mas F7?! Eu sequer lembro da existência dessas teclas da fileira do Esc, por mim elas nem fariam parte do teclado, se você fizesse muita questão compraria um adaptador que se encaixa ao seu modelo de teclado e aí sim poderia desfrutar da maravilha de poder apertar a tecla F7 e ainda teria várias outras opções, mais 11 pra falar a verdade. Bom, querendo ou não eu tinha que responder a pergunta, e acertá-la além de tudo, mas como eu tenho uma ligação direta com o cosmos além da perícia encontrar objetos, ele me dá uma boa garantia de acertar muitos chutes em questões de prova, contanto que eu apenas chute e não tente fazer a questão, assim minha opção foi "Verificador Ortográfico". Yeaaahhh!!! Chegando em casa abri o Word, e para o meu deleite precionei a tecla F7... e a caixinha maravilhosa apareceu.

Yaarrr!! Yaarr!! Mim fazer prova boa!!

Agora só preciso saber se acertei as outras 59...



Por:

Tsukino-chan



A verdade do silencio





A verdade do silencio



Ela caminhava todos os dias com o seu pai até o colégio.

Albina, pálida, refém do sol e de toda a luz,

seu pai sabia que todos os dias que ela levantava,

toda a vez que ela lhe lançava aquele olhar de reconhecimento,

seus olhos estavam moldando as cores do seu velho palito.



Ela podia ainda não levar em conta que, todos os passos que ela dava

já foram dados por alguém, que provavelmente, ela nunca vai conhecer.

mas seus olhos altivos e independentes da própria mente sabiam,

e como o sabiam.



Ela tomava sempre o mesmo café, ouvia o suspiro da sua mãe,

mas assim mesmo, não sedia as expectativas da vontade inconsciente:

seus olhos a mantinham presa, olhando fixamente para o copo.



Suas roupas sempre combinavam, seus braços sempre balançavam

seus pés sempre tinham o mesmo ritmo.

Por que as casas eram tão grandes? Por que estava

tão só e perdida ao próprio coração?



Ela podia não ser bonita, podia não atrair olhares, mas a sua maneira,

a sua interpretação, lá estava à bela bailarina, dançando a leves passos

a valsa da dor, silenciosos passos, silenciosos.





Por:

Dom Quixote


A verdade do silencio





A verdade do silencio



Ela caminhava todos os dias com o seu pai até o colégio.

Albina, pálida, refém do sol e de toda a luz,

seu pai sabia que todos os dias que ela levantava,

toda a vez que ela lhe lançava aquele olhar de reconhecimento,

seus olhos estavam moldando as cores do seu velho palito.



Ela podia ainda não levar em conta que, todos os passos que ela dava

já foram dados por alguém, que provavelmente, ela nunca vai conhecer.

mas seus olhos altivos e independentes da própria mente sabiam,

e como o sabiam.



Ela tomava sempre o mesmo café, ouvia o suspiro da sua mãe,

mas assim mesmo, não sedia as expectativas da vontade inconsciente:

seus olhos a mantinham presa, olhando fixamente para o copo.



Suas roupas sempre combinavam, seus braços sempre balançavam

seus pés sempre tinham o mesmo ritmo.

Por que as casas eram tão grandes? Por que estava

tão só e perdida ao próprio coração?



Ela podia não ser bonita, podia não atrair olhares, mas a sua maneira,

a sua interpretação, lá estava à bela bailarina, dançando a leves passos

a valsa da dor, silenciosos passos, silenciosos.





Por:

Dom Quixote


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Post Musical

Post Musical

BANDA REPOLHO
Chapecó - SC
"Meu coração é assim mesmo"


MARCELO NOVA E RAUL SEIXA
São Paulo- SP
"Rock N' Roll"



GAROTOS PODRES
São Paulo- SP
"Batman"



por:
Hidersox




Post Musical

Post Musical

BANDA REPOLHO
Chapecó - SC
"Meu coração é assim mesmo"


MARCELO NOVA E RAUL SEIXA
São Paulo- SP
"Rock N' Roll"



GAROTOS PODRES
São Paulo- SP
"Batman"



por:
Hidersox




quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Investigação Sobre Uma Foto de Sangue



Investigação Sobre Uma Foto de Sangue



O quarto mal iluminado ainda não dilui a tensão da morte prematura, adentrada em forma de pólvora. O quarto reveste-se de paredes de madeira gasta e velha. Uma cama desarrumada de habitante pragmático. Um abajur brega, um lençol sujo.

Na entrada do quarto, um vulto à beira da cama, um corpo mal estendido de olhos abertos e sangue escorrido, cabeça escorada no próprio chão testemunho. O corpo permanece intacto de seu epílogo recente. Enquanto não se faz notícia, não poderemos especular que ainda não está morto? Está visivelmente morto – mesmo sem o batismo do diagnóstico. O olho estalado, o vapor próprio dos fúnebres, a soltura dos membros ociosos, a atmosfera pesada do que esvai.

O menino entra na casa, informado por vias tortuosas, nervoso, ainda insalubre da trama de contornos torpes. A casa possui duas peças: a sala/cozinha e o quarto. Está a fechar a porta de cadeado frouxo. Está a se dirigir ao quarto de cortina insuficiente. Na entrada do quarto, um vulto à beira da cama, um corpo mal estendido de olhos abertos e sangue escorrido, cabeça escorada no próprio chão testemunho.

O menino se aproxima do corpo e centra seus pés a um palmo do rosto desfigurado. E chora, cabeça baixa, desolado de ser um vivo a espreitar o macabro. A mão esquerda entre as têmporas não deixa de relatar esse certo grau de sinistro romanesco.

por:

Daniel Zanella



Investigação Sobre Uma Foto de Sangue



Investigação Sobre Uma Foto de Sangue



O quarto mal iluminado ainda não dilui a tensão da morte prematura, adentrada em forma de pólvora. O quarto reveste-se de paredes de madeira gasta e velha. Uma cama desarrumada de habitante pragmático. Um abajur brega, um lençol sujo.

Na entrada do quarto, um vulto à beira da cama, um corpo mal estendido de olhos abertos e sangue escorrido, cabeça escorada no próprio chão testemunho. O corpo permanece intacto de seu epílogo recente. Enquanto não se faz notícia, não poderemos especular que ainda não está morto? Está visivelmente morto – mesmo sem o batismo do diagnóstico. O olho estalado, o vapor próprio dos fúnebres, a soltura dos membros ociosos, a atmosfera pesada do que esvai.

O menino entra na casa, informado por vias tortuosas, nervoso, ainda insalubre da trama de contornos torpes. A casa possui duas peças: a sala/cozinha e o quarto. Está a fechar a porta de cadeado frouxo. Está a se dirigir ao quarto de cortina insuficiente. Na entrada do quarto, um vulto à beira da cama, um corpo mal estendido de olhos abertos e sangue escorrido, cabeça escorada no próprio chão testemunho.

O menino se aproxima do corpo e centra seus pés a um palmo do rosto desfigurado. E chora, cabeça baixa, desolado de ser um vivo a espreitar o macabro. A mão esquerda entre as têmporas não deixa de relatar esse certo grau de sinistro romanesco.

por:

Daniel Zanella



domingo, 19 de outubro de 2008

Casamento do Gilferson (18/10/2008)

TROPA DE ELITE
(Jusara, Neide, Rose, Leocadia e Linda)


Enquanto vc durmia...



la la la la Mucho loca!



"Penso, logo desisto."


Os Homens 2 da vida de minha mãe!



Hummmm!!


Parece uma paquita!!


Será que ele estava com sono??


Maria e Eloir no Começo da Festa



Não são um lindo casal??


A pequena Miss simpatia!!!


Liberando Geral!!!!



Esse é o melhor angulo que consegui do Hiverson!!


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Jota

Pra você, ouça isso:

Você não faz idéia de quem eu sou...

Nem te condeno, nesse exato momento, parei e me fiz essa pergunta: Quem eu sou???

Não sou muita coisa. Mas quero ser grande. Grande coisa...

Mas preste atenção: o tempo desfez muita coisa comigo. E acrescentou um bocado de outras.

O tempo de mim tira, toma...

Desdenha e faz rebuliço.

Se você prestar atenção (considere isso), meu hoje é como o expediente.

O que eu tenho pra resolver, só tenho no curto espaço-tempo de “horário comercial”.

O que eu ainda tenho pra resolver com você!

Se eu te ligar tarde, você não vai me atender.

Se eu disser, tarde da noite, que quero te ver, você não vai me atender.

E, o que eu ainda tenho que haver com você???

Ouça isso,

Leia isso,

Que te atinja isso.

E sim, considere isso.

po:

Jota



Jota

Pra você, ouça isso:

Você não faz idéia de quem eu sou...

Nem te condeno, nesse exato momento, parei e me fiz essa pergunta: Quem eu sou???

Não sou muita coisa. Mas quero ser grande. Grande coisa...

Mas preste atenção: o tempo desfez muita coisa comigo. E acrescentou um bocado de outras.

O tempo de mim tira, toma...

Desdenha e faz rebuliço.

Se você prestar atenção (considere isso), meu hoje é como o expediente.

O que eu tenho pra resolver, só tenho no curto espaço-tempo de “horário comercial”.

O que eu ainda tenho pra resolver com você!

Se eu te ligar tarde, você não vai me atender.

Se eu disser, tarde da noite, que quero te ver, você não vai me atender.

E, o que eu ainda tenho que haver com você???

Ouça isso,

Leia isso,

Que te atinja isso.

E sim, considere isso.

po:

Jota



terça-feira, 14 de outubro de 2008

Na Doce Natureza Selvagem

Onças localiza-se a um bom tanto de quilômetros da zona urbana de Araucária. Quem almeja conhecer um pouco mais sobre estradas empoeiradas, encruzilhadas sofisticadas e casas plantadas no meio do nada, pode fartar-se do obscuro vilarejo até os olhos cansarem do abandono.
Em Onças uma professora aposentada arranjou um espaço desocupado de um mercado e montou uma biblioteca – partindo do próprio acervo caseiro – numa curva cinzenta entre árvores muito altas e tucanos exibidos.
E num sábado de brilho discreto, chuva consistente e emaranhada na temporada de frio e agasalhos sobressalentes, a biblioteca da professora aposentada se prepara para receber uma espécie de comitiva citadina integrante de um projeto público de incentivo às atividades culturais – kombi lotada, carro-carregador de banheiros populares e um sem número de carros de jornalistas enfadonhos. Tem contação de história, oferecimento de maquiagem, atividades circenses, distribuição de doces e materiais de produção artística como papel, lápis e giz de cera.
As crianças são as que mais prestigiam a biblioteca de livros livremente catalogados e começam a se aprontar no chão cimentado pra ouvir as histórias nesse dia sacrossanto de visitas ilustres. São de todos os tipos de ausências e bem remelentas, as crianças. O primeiro batalhão de crianças que se senta – desenhos de guache na face – transpira aquela aura de casca carcomida, abandono primário e decisivo. Forram-se de balas, pirulitos e algodão-doce – que sai de uma máquina pitoresca com o poder de fascinar os diabos de trapo.
Até que são recatadas as crianças, como se estivessem sendo invadidas em seu zoológico por criaturas desconhecidas de sapatos. A contadora de história debate-se para que as crianças batam palmas com mais engenho, cantem com maior desenvolvimento. Uma câmera de filmagem de uma emissora de tevê da capital acaba por destruir qualquer plano de interação entre crianças e educadores: imaginar-se diante de um espelho em movimento é demais aos seres oriundos da lentidão diária.
A chuva persistente atrapalha consideravelmente os planos da trupe circense – que se apresenta por pouco tempo no relento. As crianças se acotovelam na beira do palco improvisado recebendo de bom grado os folículos de chuva na cabeça – o que lhes dá uma aparência alucinada de algum livro-catástrofe de Saramago. O palhaço é obrigado a interromper os números por causa do mau tempo – ou só porque quis interromper mesmo – e a linda menina de perna-de-pau e sorriso gracioso pode finalmente entrar na fila do algodão-doce.
O menino de treze anos que ganhou o concurso promovido pela bibliotecária-proprietária alega ter lido cinquenta livros em sessenta dias. Peço que me indique. O Pequeno Príncipe, A Lenda do Besouro-Verde, um livro surrado de uma tal de Stella Carr, Os Miseráveis, Stanislaw Ponte Preta, entre outros títulos de surpreendente irregularidade. Diz que prefere ler o livro e assistir o filme depois e que ler é viajar para outros mundos – os clichês ignoram as distâncias geográficas e são os verdadeiros solventes universais.
Ao final da tarde cansativa – e só chove, chove, chove, diria um cantor pré-adolescente – a trupe da cidade senta-se pra comer algo sem açúcar. As crianças passeiam livremente na chuva agora rala com suas coleções de palitos de algodão-doce. Contam palitos entre si pra ver quem comeu mais. O açúcar no rosto e nos cabelos aproxima os campeões. As roupas andrajosas, marrons, chinelos maiores que os pés e rostos marcados de tons pálidos tornam qualquer reunião infantil um encontro pestilento de vapores indefinidos, braços finos e barrigas audaciosas – se nunca cheiraram bem, não seremos nós os que desorganizam o olfato local?
As crianças fedem consideravelmente e passeiam a procura de novas substâncias edulcoradas. Avistam um refrigerante solitário numa mesa branca. O maior do grupo se aproxima da mesa. Volta. Ordena que alguém rapte o refrigerante. Ninguém está tomando. Uma menininha morena, desconfio que não fale, nariz achatado e mancha enorme na bochecha direita observa o material, caminha tranquilamente até a mesa, pega a latinha, entrega ao líder da quadrilha e todos iniciam imediatamente uma correria eufórica de furto bem-sucedido e perfeitamente engendrado.
As pré-adolescentes não fedem tanto, mas são destituídas de qualquer traço solidário de beleza. Os cabelos enrolados e briguentos, as blusinhas muito curtas que evidenciam gorduras pouco diplomáticas tornam as mocinhas bem providas de feiúra – e brancas daquela palidez dos seres atemorizados do mato. Conversam baixinho e riem canhestramente.As crianças devolvem a latinha de refrigerante vazia – num gesto de desapego. A caravana retorna aos seus respectivos veículos e parte sob os olhares daqueles seres entregues ao próprio escrutínio, soltos como selvagens, amplos dominadores da própria selva esquecida e retalhada pelos livros.

Por Daniel Zanella