segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A verdade do silencio





A verdade do silencio



Ela caminhava todos os dias com o seu pai até o colégio.

Albina, pálida, refém do sol e de toda a luz,

seu pai sabia que todos os dias que ela levantava,

toda a vez que ela lhe lançava aquele olhar de reconhecimento,

seus olhos estavam moldando as cores do seu velho palito.



Ela podia ainda não levar em conta que, todos os passos que ela dava

já foram dados por alguém, que provavelmente, ela nunca vai conhecer.

mas seus olhos altivos e independentes da própria mente sabiam,

e como o sabiam.



Ela tomava sempre o mesmo café, ouvia o suspiro da sua mãe,

mas assim mesmo, não sedia as expectativas da vontade inconsciente:

seus olhos a mantinham presa, olhando fixamente para o copo.



Suas roupas sempre combinavam, seus braços sempre balançavam

seus pés sempre tinham o mesmo ritmo.

Por que as casas eram tão grandes? Por que estava

tão só e perdida ao próprio coração?



Ela podia não ser bonita, podia não atrair olhares, mas a sua maneira,

a sua interpretação, lá estava à bela bailarina, dançando a leves passos

a valsa da dor, silenciosos passos, silenciosos.





Por:

Dom Quixote


Um comentário:

  1. Adorei esse SITE!!!!!


    Muito legal!!!!!!!


    Grande abraço,

    Sérgio de Freitas Silva
    Porto Alegre - RS - Brasil

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