Vazio, difuso e confuso. Espero um momento de esclarecimento por direito
uniforme, após os sete dias de insegurança, após sete dias sem ver a luz
do sol, sigo o rumo dos corvos, farejo qual a direção faz mais sentido
após um tempo de ressonância incomplementar sobre os meus pseudônimos pensamentos.
Brinco com cada adjetivo mal colocado por seqüelas irrefutáveis, sinto cada
nota que constitui um acorde de passagem, finjo entender a faixa fúnebre que cobre
meus pulmões. Obrigo-me a inalar, necessito da regalia de dizer adeus a
simplória coragem, por mim mesmo.
Troco, recorro, digo que não foi por mal e que não cabe a mim a resignação
de entender o que escrevo, logo, descarto e recomeço um novo verso, fazendo referência
a meus conceitos redundantes.
Pulo mais uma linha, pulo mais uma idéia, um fetiche, uma ironia característica
do meu não-eu. Sinto os feixes de luz e as camadas perfurando minhas retinas,
calmamente, lentamente, precisa e direta na despressurização das citações
e dos ideais alheios... Familiares, comuns, perfeccionistas... Porém, alheios.
Finjo terminar o texto, brinco com a descendência cromática e a volta a
tonalidade central de mim mesmo para resultar na próxima frase do próximo
capitulo. Acalmo os ânimos dos presumidos e acalentos olhos atentos, faço
jazer óleo nos mecanismos antes dormentes e agora presentes.
Reescrevo mais uma linha, choro, rio, jogo meus olhos a pesquisar ambientes de repouso
para imprimir o próximo segundo descritível, esqueço a meta central da peça e
termino tudo com o esperado notório... Fim.
Por:
Dom Quixote

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